
Desigualdade de Renda de Gênero no Brasil
Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados nesta quinta-feira, 9 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres continuam a receber, de forma significativamente menor, do que os homens, mesmo quando possuem nível superior completo.
Renda Média entre Mulheres e Homens
De acordo com o levantamento realizado pelo IBGE, aproximadamente 28,9% das mulheres que ocupavam cargos no mercado de trabalho tinham diploma universitário. Em comparação, a porcentagem de homens com ensino superior completo era bem menor, de apenas 17,3%. Apesar dessa diferença no nível de escolaridade, a renda média mensal das mulheres foi de R$ 2.506, o que representa uma discrepância de 19,6% em relação à média dos homens, que apresentaram uma renda média de R$ 3.115.
No grupo de trabalhadores com ensino superior completo, a remuneração média das mulheres alcançou R$ 4.591. Este valor é 37,5% inferior ao salário dos homens com formação similar, que receberam, em média, R$ 7.347.
Impacto no Varejo Brasileiro
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Renda com base em Dados Raciais
Outro aspecto destacado pelo Censo de 2022 é que os trabalhadores classificados como amarelos e brancos apresentaram os maiores rendimentos em todos os níveis de instrução, ao passo que aqueles identificados como pardos, pretos e indígenas receberam valores significativamente inferiores.
Rendimentos entre Grupos Racializados
Entre os indivíduos ocupados e com ensino superior, os trabalhadores amarelos apresentaram uma renda média de R$ 8.411, que é mais do que o dobro do que recebiam os indígenas, cujo rendimento foi de aproximadamente R$ 3.799. É importante ressaltar que o levantamento do IBGE considerou pessoas a partir dos 14 anos que estavam empregadas, e os dados apresentados são nominais, ou seja, não foram corrigidos pela inflação.
Rendimento Domiciliar Per Capita
Além dos dados sobre renda do trabalho, o Censo também registrou informações relacionadas ao rendimento domiciliar per capita de todas as fontes de renda. Essa análise revelou que os padrões de desigualdade, tanto em relação ao gênero quanto à raça, se mantiveram semelhantes àqueles observados nas informações sobre rendimentos provenientes do trabalho.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


