O presidente-executivo da Renault (EU:RNO), François Provost, afirmou na quinta-feira que solicitou à Comissão Europeia a suspensão da introdução de novas regulamentações automotivas na próxima década. Essa solicitação visa tornar os veículos menores mais acessíveis e melhorar a competitividade da indústria automobilística europeia.
Durante seu discurso na conferência FT Future of the Car, que ocorreu em Londres, Provost destacou que as montadoras europeias estão enfrentando um volume excessivo de exigências regulatórias. “Nossos engenheiros estão lidando com um tsunami de regulamentações vindas da Europa”, afirmou Provost. Essa afirmação reflete a preocupação das montadoras com a carga regulatória que compromete sua capacidade de inovação e adaptação às novas demandas do mercado.
A Renault pressiona por estabilidade regulatória para apoiar a eletrificação
No mesmo evento, o CEO da Renault detalhou que uma pausa prolongada nas mudanças nas normas permitiria que as montadoras redirecionassem seus recursos para a redução dos custos dos veículos, além de acelerar a transição para a mobilidade elétrica. Ele enfatizou a necessidade de um ambiente mais estável e previsível, que possibilite melhorias significativas no setor.
“Congelar as regulamentações por 10 anos nos permitirá nos concentrar na acessibilidade, além de focar na eletrificação”, declarou ele, ressaltando a importância de uma política regulatória que apoie a inovação e a competitividade. Essa abordagem é vista como essencial para que a indústria automobilística possa enfrentar os desafios impostos pela evolução do mercado e as novas exigências ambientais.
Provost também acrescentou que a estabilização do sistema regulamentar poderia proporcionar uma base mais sólida para a indústria automobilística da Europa, contribuindo não apenas para a competitividade, mas também para a revitalização das condições de mercado em todo o continente. Ele acredita que a adoção de uma abordagem menos segmentada poderá criar um ambiente propício para o crescimento dos negócios no segmento automotivo.
“Isso certamente ajudará o mercado europeu a se recuperar”, finalizou Provost, enfatizando a urgência de uma adaptação das normas que regulamentam o setor automotivo.
Fonte: br.-.com

