Bradesco e Contribuição para o FGC
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, declarou em uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira, dia 6, que a contribuição do banco para a recomposição do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) não afetará o balanço financeiro da instituição. Noronha destacou que, embora essa contribuição não impacte diretamente os resultados, haverá um custo relacionado ao carregamento, uma vez que o banco deixará de obter um ganho que poderia ser obtido com o “float”.
O termo “float” refere-se a uma quantia de dinheiro que a instituição possui em caixa, frequentemente investida e rendendo juros. O montante que o banco utilizaria para essa contribuição ao FGC, portanto, representará uma oportunidade de lucro perdida. Apesar do impacto no custo de carregamento, Noronha enfatizou que o adiantamento da contribuição para o fundo não deve aumentar as provisões nem reduzir o lucro da companhia.
Mudanças no FGC em Discussão
Sobre as possíveis alterações no funcionamento do FGC, o executivo explicou que o setor financeiro já iniciou discussões a respeito, mas as definições concretas devem ocorrer apenas na segunda metade de fevereiro. “Estamos aguardando todas as formalizações sobre o assunto”, complementou Noronha.
Nos bastidores, grandes instituições bancárias defendem alterações na maneira de contribuição ao FGC. Atualmente, as instituições financeiras realizam suas contribuições ao fundo de forma proporcional ao tamanho de suas carteiras de crédito, o que implica que a responsabilidade pelo financiamento do fundo recai majoritariamente sobre os bancos de grande porte.
As fintechs, por sua vez, utilizam a garantia do FGC como um argumento de segurança para atrair investimentos de pessoas físicas, especialmente em seus Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Essa estratégia foi também adotada pelo Master, o que não agrada os bancos convencionais, que são os principais financiadores do fundo.
Fonte: veja.abril.com.br

