Queda nos preços do petróleo após cessar-fogo
O preço do petróleo registrou uma queda significativa nesta quarta-feira, dia 8, após a divulgação de um acordo de cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã. A cotação do barril do tipo Brent caiu aproximadamente 14%, estabelecendo-se abaixo da marca de US$ 100. No entanto, especialistas alertam que os valores provavelmente continuarão elevados, mesmo diante do acordo. Essa análise é apresentada por Gabriel Monteiro no programa CNN Novo Dia.
Cotação do petróleo Brent
Pela manhã desta quarta-feira, o petróleo Brent, que é a referência europeia negociada no mercado futuro, estava sendo cotado a US$ 94 por barril. Esta queda de preços seguiu-se ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que comunicou a aceitação de um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Esse cessar-fogo está condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Hormuz.
Expectativas para os preços do petróleo
Apesar da reação positiva que o mercado demonstra após a notícia, Monteiro analisa que os preços do petróleo devem enfrentar dificuldades para uma queda significativa, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Hormuz. “Os valores do petróleo provavelmente não cairão, mesmo com a reabertura do Estreito de Hormuz, devido aos custos aumentados que deverão ser incorridos para o transporte de petróleo na região”, declarou o analista.
Fatores que mantêm os preços elevados
Dentre os fatores que devem permanecer influente na elevação dos preços, destacam-se os seguros mais altos para embarcações que transitam pela área, além de uma nova taxa que o Irã pretende implementar para a utilização do estreito. O país já anunciou sua intenção de reabrir a passagem, mas informou que suas forças armadas estarão monitorando as embarcações e que será cobrada uma taxa de passagem, cujos detalhes ainda não foram disponibilizados.
Incertezas sobre o fluxo marítimo
O analista também destacou que, apesar da divulgação do cessar-fogo, o tráfego no Estreito de Hormuz ainda não voltou ao normal. “A movimentação ali na região permanece bastante limitada”, observou Monteiro, acrescentando: “Isso transmite a percepção de que não há garantias de que o tráfego retornará ao normal, considerando que mais de 300 petroleiros costumam passar diariamente pela região”.
Importância do Estreito de Hormuz
O Estreito de Hormuz é uma rota estratégica, pela qual passa aproximadamente 20% da produção de petróleo mundial. A interrupção desse fluxo nas semanas anteriores causou tensão no mercado global de energia e teve um papel direto na elevação dos preços do petróleo.
Impactos do acordo no mercado financeiro
Monteiro ressaltou que o mercado financeiro operou de maneira mais tranquila nesta quarta-feira, em decorrência do acordo, especialmente considerando que o ultimato anterior de Donald Trump havia sido bastante severo. O presidente havia emitido ameaças de “obliterar o Irã” e “dizimar milhões de pessoas”. “O mercado já estava precificando uma piora no conflito”, explicou Monteiro.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

