Chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pede demissão

Chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pede demissão

by Patrícia Moreira
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Demissão do Chefe de Gabinete do Primeiro-Ministro Britânico

O chefe de gabinete do Primeiro-Ministro britânico Keir Starmer, Morgan McSweeney, pediu demissão no último domingo, em meio à controvérsia envolvendo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, devido aos laços deste com Jeffrey Epstein.

Responsabilidade Pelo Acontecimentos

McSweeney declarou que assumiu a responsabilidade por ter aconselhado Starmer a nomear Mandelson, de 72 anos, para o cargo diplomático mais importante do Reino Unido em 2024. Em um comunicado, ele afirmou: "A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na política em si. Quando perguntado, aconselhei o Primeiro-Ministro a fazer essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho".

Tempestade Política e Questões Sobre o Julgamento de Starmer

Starmer enfrenta uma tempestade política e questionamentos sobre seu julgamento após a divulgação de novos documentos, parte de um grande conjunto de arquivos de Epstein que foram tornados públicos nos Estados Unidos. Esses documentos sugerem que Mandelson enviou informações sensíveis de mercado ao criminoso condenado quando era secretário de negócios do governo britânico durante a crise financeira de 2008.

O governo de Starmer prometeu divulgar seus próprios e-mails e outros documentos relacionados à nomeação de Mandelson, afirmando que esses materiais mostrarão que Mandelson iludiu os oficiais do governo.

Pedido de Desculpas e Reconhecimento de Erros

O Primeiro-Ministro pediu desculpas esta semana por "ter acreditado nas mentiras de Mandelson". Starmer reconheceu que quando Mandelson foi escolhido para o cargo de diplomata em 2024, o processo de verificação deixou claro que a amizade dele com Epstein continuou após a condenação de Epstein em 2008. No entanto, Starmer defendeu que "nenhum de nós sabia a profundidade da escuridão" dessa relação naquele momento.

Responsabilidade dos Legisladores

Vários parlamentares afirmaram que Starmer é o responsável final pelo escândalo. Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador da oposição, afirmou: "Keir Starmer deve assumir a responsabilidade por suas próprias decisões terríveis".

Investigação Policial e Situação de Mandelson

Mandelson, que foi um ex-ministro do gabinete, embaixador e figura proeminente do Partido Trabalhista no governo, não foi preso nem acusado. Agentes da Polícia Metropolitana realizaram uma busca na residência de Mandelson em Londres e em outra propriedade associada a ele na última sexta-feira. A polícia informou que a investigação é complexa e exigirá "uma quantidade significativa de coleta e análise de evidências adicionais".

A investigação da polícia britânica centra-se em possíveis infrações no exercício de cargo público, e Mandelson não é acusado de nenhuma ofensa sexual.

Demissão e Pressão sobre McSweeney

Starmer já havia demitido Mandelson em setembro devido a revelações anteriores sobre seus laços com Epstein. No entanto, críticos afirmam que os e-mails recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA levantaram preocupações sérias sobre o julgamento de Starmer. Eles argumentam que ele deveria ter agido com mais cautela ao nomear Mandelson desde o início.

As novas revelações incluem documentos que sugerem que Mandelson compartilhou informações governamentais sensíveis com Epstein após a crise financeira global de 2008. Além disso, há registros de pagamentos que totalizam 75 mil dólares entre 2003 e 2004, provenientes de Epstein para contas vinculadas a Mandelson ou a seu marido, Reinaldo Avila da Silva.

História Conturbada de Mandelson

Além de sua associação com Epstein, Mandelson teve que renunciar duas vezes a cargos governamentais de alto escalão devido a escândalos relacionados a questões financeiras ou éticas.

Nos últimos dias, Starmer enfrentou crescente pressão para demitir McSweeney, que é considerado um conselheiro fundamental em Downing Street e visto como um aliado próximo de Mandelson. Em seu comunicado, Starmer elogiou McSweeney como uma figura central na recente campanha eleitoral do Partido Trabalhista e na vitória avassaladora de 2004, mas não mencionou o escândalo envolvendo Mandelson.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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