Demissão do General Randy George
O Chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, General Randy George, foi demitido na última quinta-feira pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth. A informação foi confirmada por três oficiais da defesa dos Estados Unidos à Reuters, marcando mais um evento de reorganização entre os altos escalões do Pentágono.
Contexto da Demissão
Apesar das ações rápidas de Hegseth, um ex-apresentador da Fox News, a demissão de um general em tempos de guerra é um acontecimento praticamente sem precedentes. O Pentágono confirmou que George, que ainda tinha mais de um ano de mandato, "se aposentará de sua posição como o 41º Chefe de Estado-Maior do Exército com efeito imediato." Em uma declaração, o Pentágono expressou gratidão pelos anos de serviço de George, desejando-lhe sucesso em sua aposentadoria.
Outras Demissões Notáveis
Além de George, dois oficiais que falaram sob a condição de anonimato, revelaram que Hegseth também demitiu o General David Hodne, que lidera o Comando de Transformação e Treinamento do Exército, e o Major General William Green, que chefia o Corpo de Capelães do Exército. O departamento não divulgou os motivos que levaram à saída de George, que ocorre em um momento em que as forças armadas dos EUA estão aumentando sua presença no Oriente Médio, realizando operações contra o Irã.
Embora a maioria dos ataques na região esteja sendo conduzida pela Marinha e pela Força Aérea dos EUA, soldados do Exército dos EUA foram enviados ao Oriente Médio para apoiar sistemas de defesa aérea. O Exército representa a maior divisão das forças armadas dos EUA, contando com cerca de 450 mil soldados em serviço ativo. Além disso, milhares de soldados da elite 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA começaram a chegar ao Oriente Médio, possivelmente para operações terrestres no Irã.
Últimos Acontecimentos no Pentágono
Não havia sinais públicos de desavença entre Hegseth e George, mesmo com o Secretário de Defesa buscando implementar mudanças polêmicas, como a demissão do advogado-chefe do Exército e a organização de um grande desfile militar para celebrar o 250º aniversário do Exército, que coincidia com o aniversário do ex-presidente Trump.
Recentemente, Hegseth reverteu também uma decisão do Exército para investigar pilotos do Exército que estavam voando helicópteros de ataque próximo à residência do cantor Kid Rock, em uma aparente demonstração de apoio ao vocalista, conhecido por ser um defensor vocal de Trump. A CBS News, que foi a primeira a noticiar a demissão, afirmou que essa decisão não estava relacionada ao incidente envolvendo Kid Rock.
A Substituição de George
Um dos oficiais mencionou que o ex-assessor militar de Hegseth e vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General Christopher LaNeve, assumirá o cargo de George interinamente. Outro oficial ainda acrescentou que os altos comandos do Exército souberam da demissão de George ao mesmo tempo em que a notícia foi divulgada ao público.
George, um oficial de infantaria que serviu no Iraque e no Afeganistão, foi confirmado para o mais alto cargo do Exército em 2023, período que normalmente abrange quatro anos. Antes de ocupar essa posição, George foi vice-chefe do Exército e, anteriormente, conselheiro militar sênior do então Secretário de Defesa Lloyd Austin.
Ele era considerado próximo do Secretário do Exército Dan Driscoll, com quem trabalhou para enfrentar grandes empresas de defesa, buscando acelerar o desenvolvimento de armamentos e reduzir custos.
Impacto da Demissão
A remoção de George é mais um elemento que contribui para a recente agitação em todos os níveis de liderança do Pentágono, que inclui a demissão no ano passado do antigo presidente do Estado-Maior Conjunto, General da Força Aérea C.Q. Brown, assim como do chefe de operações navais e do vice-chefe de Estado-Maior da Força Aérea.
A assessoria de George não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre sua demissão.
Fonte: www.cnbc.com


