Investigação Chinesa sobre Práticas Comerciais dos EUA
A China anunciou, na última sexta-feira, dia 27, a abertura de duas investigações relacionadas às práticas comerciais dos Estados Unidos, intensificando a pressão sobre Washington antes da visita do presidente americano, Donald Trump, a Pequim programada para maio. Durante essa visita, Trump deverá se encontrar com o líder chinês, Xi Jinping.
Motivo das Investigações
As investigações surgem em resposta a novas ações dos Estados Unidos que poderão resultar no aumento de tarifas sobre produtos chineses. A primeira investigação chinesa tem como foco práticas norte-americanas que, segundo autoridades de Pequim, afetam negativamente as cadeias de suprimento globais. O Ministério do Comércio da China informou que as restrições impostas pelos EUA incluem limitações sobre a importação de bens chineses, a exportação de tecnologia avançada americana para a China e certos tipos de investimento entre os dois países.
A segunda investigação concentra-se em barreiras comerciais que impactam produtos de energia renovável. Ambas as investigações têm um prazo de seis meses, com a possibilidade de uma extensão de três meses. De acordo com o Ministério do Comércio da China, estas ações são uma resposta recíproca às investigações realizadas pelos EUA sob a Seção 301. O ministério reiterou sua oposição às ações americanas, destacando que defenderá os direitos chineses com base nos resultados das investigações.
Avaliação de Especialistas
Damien Ma, diretor do centro de pesquisa Carnegie China, observa que, para o momento, as medidas tomadas pela China são mais simbólicas do que práticas. "É sobre chegar à mesa de negociações", afirmou Ma. Ele também comentou que Pequim há bastante tempo decidiu que deveria ter uma postura recíproca em resposta às ações dos EUA.
Por outro lado, Dan Wang, diretor da China na consultoria Eurasia Group, aponta que ambos os países estão buscando maximizar sua alavancagem antes do encontro entre os líderes das duas principais economias globais.
Contexto da Relação Comercial
Nos últimos anos, as relações comerciais entre os Estados Unidos e a China têm sido marcadas por um intenso conflito comercial. Durante o ano passado, os dois países se envolveram em uma guerra comercial de retaliações, com tarifas que muitas vezes ultrapassaram 100% sobre produtos de ambos os lados.
Embora ambos os países tenham alcançado uma trégua comercial no outono do hemisfério norte, após uma reunião entre Trump e Xi na Coreia do Sul, o comércio bilateral caiu para o nível mais baixo em duas décadas ao longo do último ano e continuou a declinar neste ano.
Considerações Finais
As investigações e as ações comerciais entre EUA e China continuam a ser um ponto crucial nas relações internacionais, refletindo a complexidade e a interdependência que caracterizam o cenário econômico global contemporâneo.
Fonte: Dow Jones Newswires
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br