Redução da Exposição a Ações dos EUA pelo Citigroup
Estratégias da Instituição
Os estrategistas do Citigroup estão diminuindo sua exposição a ações nos Estados Unidos, alertando que as esperanças cada vez mais tênues de uma resolução rápida do conflito entre os EUA e o Irã estão aumentando os riscos de queda para os mercados, que já enfrentam perturbações devido a um choque impulsionado pelo preço do petróleo. Os profissionais afirmaram que reduziram sua posição em ações de pequena capitalização nos EUA a "zero", como parte de um esforço mais amplo para cortar a exposição a ações. Além disso, o banco também revisou sua alocação geral em ações para um nível neutro, citando um conjunto relevante de sinais macroeconômicos negativos que agora indicam cautela.
Sinais de Cautela
Os estrategistas do Citigroup enfatizaram em uma nota enviada a clientes que, com a maioria dos sinais negativos de risco macroeconômico acionados, a instituição continuará a reduzir a exposição a ações, levando sua alocação a um patamar neutro. Eles destacaram que "os incentivos tanto do Irã quanto de Israel não estão necessariamente alinhados com um fim rápido" para o conflito.
Vulnerabilidade das Ações de Pequena Capitalização
As ações de pequena capitalização, que normalmente estão mais expostas aos ciclos econômicos e às condições de financiamento, são particularmente vulneráveis em um ambiente caracterizado por preços de energia mais altos e liquidez em aperto. O Citigroup observou que a escalada nos mercados de petróleo, juntamente com a falta de progresso em direção a um cessar-fogo, mudou o equilíbrio de risco-retorno contra a manutenção de uma postura otimista em relação a esses papéis de pequenas empresas.
Pressão sobre o Mercado de Ações dos EUA
A escalada nas tensões tem exercido uma pressão significativa sobre as ações nos Estados Unidos. O Nasdaq Composite, por exemplo, caiu para uma correção na última quinta-feira, apresentando uma queda superior a 10% em relação ao recorde alcançado em outubro. O índice Dow Jones, que reúne as principais ações blue-chip, e o índice Russell 2000, que representa as pequenas capitalizações, também estão se aproximando de território de correção, ambos com cerca de 9% de queda em relação ao seu máximo histórico. O S&P 500 encontra-se cerca de 7% abaixo de seu recorde anterior.
Conflito EUA-Irã e Suas Implicações
A administração do presidente Donald Trump está buscando um fim para a guerra entre os EUA e o Irã, um conflito que resultou em preços de petróleo em alta e que já está afetando os eleitores na bomba de combustível, podendo, assim, custar aos republicanos suas cadeiras nas eleições de meio de mandato. O presidente Trump estendeu um prazo para atacar a infraestrutura energética do Irã e anunciou que iria prolongar a pausa para um ataque às instalações de energia iranianas até o dia 6 de abril.
Propostas de Resolução
O Citigroup observou que "o fato de propostas de resolução terem sido trocadas entre os EUA e o Irã é um início positivo, mas as extensões contínuas de prazos por parte dos EUA são, em geral, negativas para uma resolução." Apesar dos crescentes riscos geopolíticos, a instituição destacou que os mercados de ações ainda não apresentaram sinais de pânico, uma dinâmica que deixa espaço para uma maior queda caso as tensões aumentem.
Comparação com o Mercado Japonês
Dentro das ações, o Citigroup manteve uma posição de sobrepeso em relação às ações dos EUA em comparação com as do Japão, onde a instituição mudou sua posição para subpeso.
Fonte: www.cnbc.com


