CMO posterga novamente a votação da LDO de 2026 a pedido do governo.

CMO posterga novamente a votação da LDO de 2026 a pedido do governo.

by Fernanda Lima
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Adiamento na Votação da LDO

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) decidiu adiar novamente a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, em resposta a um pedido do governo. Este adiamento se deve ao exame de alternativas para compensar a perda de arrecadação resultante da rejeição da Medida Provisória (MP) que versa sobre o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

O presidente da CMO, senador Efraim Filho, afirmou à CNN que o governo solicitou um novo adiamento devido a incertezas relacionadas a possíveis aumentos de impostos e dificuldades quanto à necessidade de cortes de gastos.

Havia expectativas de que o relatório fosse debatido nesta terça-feira, dia 21, mas ainda não foi definida uma nova data para a votação da LDO, que é fundamental para a elaboração da Lei Orçamentária Anual. Além de sua análise pela CMO, o texto ainda precisa ser submetido ao plenário do Congresso Nacional.

O governo projetava arrecadar cerca de R$ 17 bilhões em 2026 com a MP do IOF, recursos estes considerados essenciais para equilibrar as contas do ano seguinte, que apresenta a previsão de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Pagamento de Emendas

Um dos principais temas em discussão entre o Executivo e o Legislativo é o cronograma para o pagamento obrigatório de algumas emendas parlamentares, que incluem as chamadas “emendas Pix”, assim como aquelas voltadas para a saúde e assistência social.

No parecer apresentado, o relator da LDO, deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB), determinou que o governo federal deverá honrar essas emendas até o final do primeiro semestre do próximo ano. O relator já comunicou à CNN Brasil que pretende manter o cronograma obrigatório em seu parecer.

O relatório lido por Gervásio Maia trouxe várias novidades em relação ao texto previamente apresentado pelo governo em março. Dentre as inovações, destacam-se:

Pagamento Antecipado de Emendas

O governo ficará sujeito à obrigação de quitar emendas individuais, de bancada e transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, até três meses antes das eleições de 2026.

Flexibilização no Uso de Emendas Coletivas

Foi autorizado que recursos destinados a fundos de saúde de estados e municípios possam também ser utilizados para o pagamento de pessoal ativo.

Rodovias e Hidrovias

Permite-se o uso de verbas da União em obras de estradas estaduais e municipais, bem como na malha hidroviária, visando o escoamento de produção e a integração do sistema de transportes.

Transparência da Dívida

Haverá a obrigação de separar no orçamento as parcelas correspondentes à atualização monetária e à amortização do principal da dívida mobiliária federal.

Proteção Política

O Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral foram classificados como despesas obrigatórias, o que impede seu contingenciamento.

Esses pontos refletem a busca por maior clareza e eficiência na gestão das finanças públicas, ao mesmo tempo em que buscam atender às demandas políticas e sociais.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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