CNPE estabelece diretrizes para a oferta de blocos de petróleo fora da ZEE convencional.

CNPE estabelece diretrizes para a oferta de blocos de petróleo fora da ZEE convencional.

by Fernanda Lima
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Aprovação de Resolução pelo CNPE

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta quarta-feira, dia 1º, uma resolução que estabelece as diretrizes para a oferta de blocos de petróleo e gás natural localizados além das 200 milhas náuticas.

Autorização para Exploração Marítima

Recentemente, o Brasil recebeu autorização para explorar uma área marítima de aproximadamente 360.000 km², área comparável ao tamanho do território da Alemanha. Essa nova autorização foi concedida após a aceitação da reivindicação brasileira pela Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLCP), organismo vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

Busca pela ZEE

Desde 2017, o Brasil tem se empenhado em estabelecer sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE) para além das 200 milhas náuticas, em conformidade com o que é autorizado pelas autoridades internacionais. Com a nova resolução, o país poderá explorar áreas marítimas que se estendem até 350 milhas náuticas da costa em certos pontos dessa região. Isso assegura o direito à exploração de recursos e riquezas presentes no subsolo marinho.

Regulamentação da Exploração

Na prática, a resolução aprovada pelo CNPE regula e define as normas para a exploração dessas áreas marítimas. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), essa regulamentação representa um marco significativo para a indústria de óleo e gás no Brasil, ao possibilitar, com a devida segurança jurídica, a exploração e produção de recursos naturais em regiões marítimas estratégicas, situadas fora das delimitações do mar territorial tradicional.

Mudanças na Oferta de Blocos

Agora, o bloco Mogno, que antes estava localizado fora da ZEE, dentro do polígono do pré-sal, poderá ser oferecido. A nova resolução também estabelece que os editais e contratos da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP) devem incluir cláusulas específicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica para os agentes envolvidos, especialmente no que diz respeito aos aspectos legais da exploração além das 200 milhas, conforme estipulado pela legislação internacional.

Função da CLCP

A Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) é um organismo internacional instituído pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, com a responsabilidade de auxiliar os estados costeiros na definição dos limites exteriores de suas plataformas continentais. A principal função da CLCP é analisar e decidir sobre as reivindicações apresentadas pelos países que buscam expandir suas áreas de soberania.

Negociações Lideradas pela Marinha

As negociações com a CLPC, que possui sede em Nova York, são conduzidas pela Marinha do Brasil. Isso demonstra a importância das relações diplomáticas e da coordenação entre os setores governamentais para a consolidação das demandas brasileiras em termos de exploração marítima. A conquista dessa nova área para exploração representa um passo importante para o país na busca por recursos naturais e na definição de suas fronteiras marítimas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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