Com a Ata do Copom sem indicar redução de juros, especialista sugere investimentos em renda fixa para obter retornos superiores à Selic.

Com a Ata do Copom sem indicar redução de juros, especialista sugere investimentos em renda fixa para obter retornos superiores à Selic.

by Ricardo Almeida
0 comentários

Manutenção da Selic e Análise do Copom

O Banco Central divulgou, nesta terça-feira (23), a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), confirmando que a taxa Selic permanece em 15% ao ano.

O texto é objeto de cuidadosa análise por parte dos participantes do mercado, que buscam indícios sobre as futuras deliberações da autarquia em relação à política monetária.

Conforme a analista Laís Costa, da Empiricus, a ata revelou “maior convicção” por parte do Banco Central de que o cenário econômico está evoluindo conforme o previsto.

No que diz respeito à inflação, a avaliação da autarquia de que há uma “dinâmica mais benigna” em comparação às previsões iniciais do ano indica um maior conforto com a situação econômica, na visão da analista.

Tom mais leve, mas sem sinais de queda de juros

Por outro lado, o comitê destacou a valorização do real em relação ao diferencial de juros. Atualmente, a taxa de juros nos Estados Unidos varia entre 4% e 4,25% ao ano, enquanto a Selic no Brasil se mantém em 15%. Essa diferença torna a Selic mais atrativa, resultando em um aumento dos investimentos em títulos públicos brasileiros e, consequentemente, na valorização da moeda nacional em relação ao dólar.

Laís Costa explica que essa situação “sugere a necessidade de manutenção das taxas em níveis elevados para a continuidade do processo de deflação”.

O Banco Central também inseriu uma nova expressão na ata, enfatizando que o processo de reanexação das expectativas “exige perseverança, firmeza e serenidade”.

Segundo a analista, o tom da ata do Copom foi menos severo do que o comunicado do Banco Central indicou na última quarta-feira (17), “embora a autarquia esteja claramente preocupada em não sinalizar o início do ciclo de cortes”.

A analista ressalta que será fundamental acompanhar o Relatório de Política Monetária, a ser divulgado na próxima quinta-feira (25), para entender qual é a estimativa do Banco Central em relação ao hiato no segundo semestre de 2027, um horizonte considerado relevante para a política monetária.

Recomendações de Investimento: Títulos de Crédito Privado

Diante do cenário em que o Banco Central reforça a necessidade de manter os juros em níveis elevados, os ativos de renda fixa continuam em destaque.

Nesse contexto, além dos tradicionais títulos públicos, a analista Laís Costa considera que o investimento em debêntures incentivadas também é uma boa alternativa para os investidores neste momento.

Para aqueles que não estão tão familiarizados com esses títulos, as debêntures são ativos utilizados para emprestar dinheiro a empresas que buscam realizar determinados projetos. Em contrapartida, os investidores recebem juros em forma de retorno.

Na prática, esses investimentos apresentam um nível de risco superior em comparação a ativos mais tradicionais, como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e outros produtos oferecidos por instituições financeiras. Entretanto, o potencial de retorno para as debêntures incentivadas tende a ser mais elevado.

Um dos títulos propostos pela analista, por exemplo, apresenta uma rentabilidade nominal de 15,71% ao ano — um valor que supera a taxa Selic vigente.

Além disso, a analista elaborou uma carteira de crédito privado que contém cinco recomendações de debêntures que oferecem um mix de diversificação entre diferentes emissores e retornos atraentes, otimizando as oportunidades de investimento.

A informação positiva é que este acesso às recomendações se disponibiliza de forma totalmente gratuita, como uma cortesia da Empiricus Research, permitindo que mais investidores possam considerar essas opções.

Para consultar a carteira de crédito privado recomendada pela analista, os interessados devem seguir o link disponibilizado ou o botão correspondente abaixo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy