Ministro da Fazenda Desiste de Retirar Subsídio da Gasolina
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quinta-feira, dia 9, que decidiu não retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina nesta semana, devido à recente alta no preço do petróleo.
Em uma entrevista concedida à rádio Gaúcha, Durigan explicou que a revisão das medidas de subvenção deve ser feita com cautela. Em razão deste cuidado, ele optou por adiar a eliminação do subsídio da gasolina, que poderá ser reconsiderado na próxima semana, dependendo da situação do mercado.
"Nesta semana, eu ia anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Na semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo", relatou o ministro.
Os preços do petróleo aumentaram significativamente na última quarta-feira, dia 8, após os Estados Unidos realizarem novos ataques contra o Irã. A ofensiva resultou em uma elevação do preço do petróleo tipo brent, que atingiu a marca de US$ 80 durante a cotação do dia.
Mistura de Combustíveis
Além do subsídio, o ministro Durigan mencionou o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro que deve ser misturado à gasolina, passando de 30% para 32%. Essa mudança já está prevista para ocorrer nos próximos dias.
A expectativa era de que esta medida fosse aprovada durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na última quarta-feira, mas a reunião foi adiada. Durigan esclareceu que a suspensão do encontro se deu em função dos novos ataques registrados no Oriente Médio.
"Como nós estávamos com uma mudança nos indicadores e nos preços durante o início da reunião, a gente vai aguardar para ver se tem alguma outra medida que seria necessária durante o CNPE. Isso não afeta a decisão do E32", declarou.
No que se refere ao aumento do percentual de biodiesel no diesel, que deve passar para 16%, o ministro esclareceu que essa alteração dependerá de estudos técnicos conduzidos pelo Ministério de Minas e Energia. Esses estudos têm como objetivo garantir que a mudança na mistura seja segura para os veículos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br