Acordo de Comércio entre Mercosul e Índia
O governo Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), está avançando nas negociações para expandir o acordo de preferência tarifária estabelecido entre o Mercosul e a Índia. O presidente chegou ao país no dia 18 de outubro, numa missão considerada pelos membros da administração como a maior tentativa de abertura de mercados na Ásia durante seu mandato.
Detalhes do Acordo
O acordo vigente entre o Mercosul e a Índia é denominado Acordo de Comércio Preferencial (ACP) e foi implementado em 2009. Este acordo prevê a redução de tarifas com preferências que podem variar entre 10%, 20% e até 100% para cada uma das partes envolvidas.
Barreira Tarifária
Um dos principais desafios enfrentados nas negociações é a alta taxação aplicada pela Índia. Além desse entrave, o país não incluiu uma quantidade significativa de produtos do agronegócio nas disposições do acordo de comércio preferencial existente com o Mercosul.
Cobertura das Exportações
No momento, apenas 14% das exportações brasileiras destinadas à Índia estão abrangidas pelo acordo. A estratégia do governo brasileiro consiste em negociar a inclusão de novos produtos, priorizando os do setor agropecuário, além de buscar a redução das tarifas e eliminar barreiras comerciais existentes.
Potencial de Exportação
A avaliação do governo brasileiro aponta que a Índia representa um mercado pouco explorado pelos exportadores do Brasil. A atual pauta de exportação para Nova Délhi apresenta uma baixa diversificação, sendo que apenas alguns produtos — como óleos vegetais, açúcares, petróleo bruto e minério de ferro — respondem por mais de 60% do total das exportações.
Oportunidades de Mercado
Diante desse cenário, o Planalto identifica uma oportunidade significativa para ampliar a comercialização de diversos produtos, incluindo óleos vegetais, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Adicionalmente, outros produtos como carne de aves, pescado, café e suco de laranja também estão sendo considerados para potencial inclusão nas negociações futuras.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br