Subpoena a Pam Bondi
No dia 11 de fevereiro de 2026, em uma audiência do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, a Procuradora Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, compareceu para prestar depoimento sobre a investigação do Departamento de Justiça (DOJ) em relação a Jeffrey Epstein, além de discutir a conformidade do departamento com uma lei que exige a divulgação de todos os documentos relacionados ao notório ofensores sexual.
Votação
O Comitê de Supervisão votou, na quarta-feira, para emitir uma intimação a Bondi, aprovada por 24 votos a 19, após críticas crescentes ao DOJ pela não liberação completa dos arquivos de Epstein. Além disso, surgiram relatos de que o departamento removeu da vista pública dezenas de milhares de documentos que anteriormente estavam disponíveis.
Críticas e Alegações
A moção para intimação de Bondi foi apresentada pela representante Nancy Mace, uma republicana da Carolina do Sul, que criticou veementemente o DOJ pela supressão de muitos arquivos relacionados a Epstein. Em um post na rede social X, Mace afirmou: “A AG Bondi afirma que o DOJ liberou todos os arquivos de Epstein. O registro é claro: eles não liberaram”.
Ela também caracterizou o caso Epstein como um dos maiores encobrimentos da história americana. Mace publicou um vídeo no YouTube mostrando o momento em que apresentou a moção no Comitê de Supervisão.
Votação Bipartidária
Além de Mace, quatro outros republicanos se uniram à maioria dos democratas do painel para votar a favor da intimação de Bondi: Lauren Boebert, do Colorado; Scott Perry, da Pensilvânia; Tim Burchett, do Tennessee; e Michael Cloud, do Texas.
A CNBC solicitou comentários do DOJ sobre a situação.
Exigências da Lei de Transparência
O DOJ, sob a Lei de Transparência Epstein, aprovada quase unanimemente pelo Congresso no ano passado, tinha a obrigação de divulgar publicamente todos os arquivos relacionados a Epstein e a sua cúmplice condenada, Ghislaine Maxwell.
Após a divulgação de mais de 3 milhões de documentos no final de janeiro, o DOJ anunciou que não liberaria o restante dos arquivos de Epstein, que totalizam mais de 2,5 milhões de documentos. Desde então, veículos de mídia relataram que o DOJ removeu informações da vista pública.
Documentos Retidos
Alguns dos documentos retidos incluíam memos e notas sobre entrevistas realizadas pelo FBI, incluindo a de uma mulher que alegou ter sofrido abuso sexual por parte do presidente Donald Trump quando era menor de idade.
Trump nunca foi acusado de crimes relacionados a Epstein e afirma que não tinha conhecimento das condutas criminosas de seu antigo amigo.
O CBS News informou, na terça-feira, que, “até o final de fevereiro, o Departamento de Justiça retirou da vista pública mais de 47.000 arquivos, totalizando cerca de 65.500 páginas”.
Fonte: www.cnbc.com