O Banco Central da Argentina e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos firmaram um acordo de US$ 20 bilhões em troca de moedas. Essa operação, conhecida como swap cambial, foi oficializada na segunda-feira, 20 de outubro, e tem como objetivo fortalecer as reservas monetárias argentinas. A analista de Economia, Débora Oliveira, abordou o tema durante o Live CNN.
Débora Oliveira afirmou que “diante da falta de apoio no Legislativo, há uma dificuldade na implementação do plano econômico de Milei. Isso faz com que as reservas cambiais argentinas estejam sendo consumidas para controlar a volatilidade do peso argentino”.
Essa medida foi adotada em um momento crítico para a economia da Argentina. Segundo a analista, o acordo firmado com os Estados Unidos oferece um suporte emergencial para o país sul-americano e contribui para uma leve valorização do peso argentino.
Impacto no mercado e desafios
O anúncio do acordo causou uma volatilidade imediata nos mercados financeiros. O peso argentino apresentou valorização em relação ao dólar, enquanto a bolsa argentina, conhecida como Merval, demonstrou instabilidade, oscilando entre altas e baixas.
A eficácia do acordo está intimamente ligada aos resultados das eleições legislativas argentinas, agendadas para o dia 26 de outubro. Segundo Débora Oliveira, os Estados Unidos condicionaram seu apoio à manutenção de “boas políticas e práticas econômicas” por parte da Argentina, ressaltando a importância do apoio legislativo para a implementação das reformas econômicas propostas pelo governo argentino.
Contexto geopolítico
Débora também ressaltou que “o acordo reflete tensões geopolíticas mais amplas, especialmente em relação à influência chinesa na América Latina”. Essa movimentação dos Estados Unidos parece ser uma tentativa de fortalecer os laços econômicos na região. No entanto, isso gerou críticas internas nos Estados Unidos, principalmente devido à concorrência no setor agrícola entre os dois países.
Além disso, existe a possibilidade de que bancos privados americanos possam oferecer linhas de crédito adicionais para a Argentina, embora essas negociações ainda estejam em andamento e não tenham sido finalizadas. O mercado permanece cauteloso, avaliando os riscos políticos e econômicos que estão envolvidos nessa operação.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br