Introdução
Com a Meta Platforms demonstrando a existência de demanda por óculos inteligentes bem projetados, a Alibaba se torna a mais recente empresa chinesa a apressar-se para comercializar sua própria versão desse produto. Segundo analistas do Goldman Sachs, os lançamentos contínuos de óculos com inteligência artificial ou recursos de realidade aumentada (AR), incluindo melhorias pela própria Meta, devem beneficiar a cadeia de suprimentos situada na Grande China.
Demanda e Disponibilidade
Embora os óculos Ray-Ban da Meta ainda não estejam disponíveis oficialmente na China, eles utilizam componentes fabricados por fornecedores localizados no país. Em um indicativo de ampla aceitação, diferentes comerciantes terceiros oferecem os óculos à venda online na China. Coincidindo com o evento de compras do Dia dos Solteiros, a Alibaba iniciou, na sexta-feira, a pré-venda de seus próprios Óculos Quark AI na China, ao preço de R$ 660 — ou R$ 519 para membros de sua plataforma de e-commerce — prevendo-se que as entregas comecem em dezembro.
Recursos dos Óculos Quark AI
A Alibaba afirmou que os óculos oferecerão recursos como chamadas sem fio, streaming de música, tradução de idiomas em tempo real e transcrição de reuniões, baseados no modelo de inteligência artificial Qwen da empresa. O lançamento se dá após a Xiaomi ter iniciado, no verão passado, a venda de óculos inteligentes na China, que permitem aos usuários tocarem na armação para alterar a tonalidade das lentes.
Concorrência no Mercado
Nos últimos três meses, empresas como Meizu, HTC e a startup INMO apresentaram seus próprios óculos de inteligência artificial. Além disso, as startups chinesas RayNeo e ByteDance também devem lançar suas versões nos próximos meses, de acordo com os analistas do Goldman.
Expectativas do Mercado
Os analistas esperam que a maior durabilidade da bateria aumente a praticidade dos óculos AI/AR, juntamente com funções poderosas de inteligência artificial que abrangem interações com objetos reais, atraindo assim mais potenciais clientes e incrementando sua disposição de compra. O Goldman destaca que mais de 3 milhões de unidades dos óculos de segunda geração da Ray-Ban da Meta foram vendidas em menos de dois anos.
Fornecedores de Componentes
Abaixo estão listados os fornecedores de componentes listados pela Goldman, que são recomendados para investir no crescente mercado de óculos inteligentes na China continental e em Hong Kong.
OmniVision
Uma das principais inovações nos óculos inteligentes está no display, afirmam os analistas do Goldman. A empresa OmniVision, listada em Xangai, fabrica o cristal líquido sobre silício (LCoS), que alimenta o display dos óculos Ray-Ban da Meta. Os analistas comentaram que o material possui um custo mais baixo e uma puridade de cor superior em comparação com tecnologias anteriores como Micro LED e Micro OLED.
Lingyi
A Lingyi, fabricante de peças de precisão listada em Shenzhen, tem cerca de 15% de sua receita exposta à cadeia de suprimentos dos óculos AI/AR, conforme mencionado pelo Goldman. Em 2024, a empresa reportou uma receita de 4,04 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 570 milhões) relacionada a dispositivos vestíveis de inteligência artificial e realidade estendida (XR), um crescimento superior a 40% em relação ao ano anterior. A Lingyi afirma que seus clientes incluem a Xreal, uma startup chinesa que vende óculos de realidade aumentada.
AAC
A empresa AAC, listada em Hong Kong, fabrica uma variedade de sensores e alto-falantes finos utilizados em eletrônicos de consumo, resultando em cerca de 5% de exposição à cadeia de suprimentos de óculos AI/AR, segundo o Goldman. No primeiro semestre do ano, a AAC reportou que sua unidade de acústica gerou receita de 3,52 bilhões de yuans, um aumento de cerca de 2% em relação ao ano anterior. "Vários óculos de inteligência artificial adotaram os alto-falantes ultrafinos do Grupo", afirmou a AAC em um relatório interino na época.
Fonte: www.cnbc.com


