Condições do El Niño estão em ação e devem se intensificar, segundo CPC.

Atualização sobre El Niño

O Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira, em sua atualização mensal, que as condições do fenômeno climático conhecido como El Niño estão presentes e devem se intensificar durante o inverno do Hemisfério Norte na temporada 2026/27, o que corresponde ao verão no Hemisfério Sul.

Impactos do El Niño

O serviço meteorológico dos EUA enfatizou que as condições relacionadas ao El Niño, que podem ter efeitos significativos nos padrões de precipitação e na temperatura do ar em várias partes do mundo, se desenvolveram ao longo do último mês.

Kyle Tapley, executivo de vendas corporativas da WeatherDesk, da Vaisala Xweather, comentou sobre as possíveis consequências do fenômeno. Segundo ele, “é provável que o El Niño tenha um impacto negativo na produção agrícola no Sudeste Asiático e na Índia, onde o fenômeno é tipicamente associado a chuvas abaixo da média”.

Situação na Indústria Agrícola

Atualmente, os agricultores de arroz na Indonésia estão acelerando o processo de plantio devido à previsão de uma seca prolongada para este ano. O ministro da Economia da Malásia fez um alerta, afirmando que o El Niño pode resultar em uma diminuição média de 8% a 10% na produção agrícola do país neste ano.

Temporada de Furacões

Tapley também mencionou que “o El Niño normalmente resulta em uma temporada de furacões menos ativa nos EUA, e por isso prevemos uma temporada de furacões no Atlântico abaixo da média este ano.” Entretanto, ele ressalta que “é importante lembrar que ainda existe a possibilidade de um furacão forte, mesmo em uma temporada menos ativa”.

A temporada de furacões nos Estados Unidos teve início em 1º de junho e se estenderá até 30 de novembro.

Efeitos no Brasil

No Brasil, os anos em que ocorre o El Niño costumam estar associados a um aumento significativo nos volumes de precipitação, especialmente em grande parte da Região Sul. Essa informação foi confirmada em uma nota técnica recente emitida por institutos nacionais como Inpe, Inmet e Cptec.

Por outro lado, há uma tendência de redução das chuvas na Região Norte do Brasil, particularmente entre os meses de junho e março, e no norte da Região Nordeste, entre abril e junho.

Primavera e Agricultura

Além disso, durante a primavera, que vai de setembro a dezembro, existem indicativos de que algumas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste poderão enfrentar condições mais secas. Isso inclui os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia.

Na agricultura, a ocorrência de uma primavera seca pode intensificar os riscos associados ao plantio e ao desenvolvimento de culturas de verão no Brasil, incluindo a soja. Os produtores estão alarmados com a possibilidade de que um eventual atraso no plantio da soja, em função do El Niño, possa reduzir a janela climática ideal para o milho, que é cultivado na segunda safra, após a colheita da oleaginosa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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