Confiança da Indústria Brasileira
A confiança da indústria no Brasil apresentou uma queda em novembro, frente à piora na avaliação da situação atual. A informação foi divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, dia 16.
Índice de Confiança da Indústria
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 0,7 ponto em relação ao mês anterior, atingindo 89,1 pontos, de acordo com os dados da FGV. O economista do FGV IBRE, Stéfano Pacini, comentou que em novembro a confiança da indústria caiu pela oitava vez neste ano, ampliando a percepção de pessimismo dentro do setor.
Ambiente Macroecônomico
Pacini ressaltou que o resultado da sondagem reflete a complexidade do ambiente macroeconômico pelo qual o setor industrial está passando. Ele destacou que a indústria enfrenta dificuldades devido à política monetária contracionista. Apesar da melhora no mercado de trabalho, o setor industrial permanece pessimista em relação à demanda, que é exacerbada pelo alto nível de estoques. Esses fatores indicam que a indústria está distante de uma recuperação significativa da atividade.
Índice de Situação Atual
O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários acerca do momento presente do setor industrial, apresentou uma queda de 4,6 pontos, totalizando 89,6 pontos. Pacini observou que as empresas relataram elevados níveis de estoques e avaliações negativas em relação à demanda.
Índice de Expectativas
Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE), que avalia a percepção sobre os meses seguintes, registrou uma alta de 3,4 pontos, alcançando 88,8 pontos após uma sequência de cinco meses de quedas.
Política Monetária
Em um esforço para trazer a inflação para a meta de 3%, o Banco Central tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em 20 anos. Até o momento, não há indicações nas comunicações oficiais sobre quando a taxa poderá ser reduzida. A autoridade monetária programou uma nova reunião para os dias 9 e 10 de dezembro, com a expectativa de que a taxa básica de juros seja mantida.
Fonte: www.moneytimes.com.br


