Índice de Confiança de Serviços Registra Aumento em Janeiro de 2026
O Índice de Confiança de Serviços (ICS), elaborado pelo FGV IBRE, teve um avanço significativo em janeiro, refletindo uma recuperação moderada do sentimento entre os empresários do setor logo no início de 2026. O indicador subiu 0,6 ponto em comparação ao mês anterior, alcançando 90,9 pontos, o nível mais alto registrado desde maio de 2025, quando atingiu 91,8 pontos. A média móvel trimestral também apresentou uma melhora, com um crescimento de 0,7 ponto, atingindo 90,4 pontos.
Expectativas e Dados do Setor
A análise qualitativa do levantamento sugere que o início do ano é marcado por expectativas mais positivas em relação ao futuro dos negócios, especialmente em determinados segmentos do setor. Segundo a FGV IBRE, essa melhora ocorre mesmo em um ambiente macroeconômico que ainda apresenta desafios, onde fatores como políticas monetárias restritivas limitam avanços mais significativos na atividade econômica a curto prazo. Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE, comentou: “No primeiro mês do ano, a confiança nos serviços voltou a crescer moderadamente. Após um momento favorável no final do ano anterior, os empresários iniciam este novo ano com mais otimismo sobre o futuro dos negócios, especialmente no setor de Serviços de Transporte. Os segmentos de Informação e Comunicação, bem como Serviços Profissionais, estão enfrentando uma diminuição na demanda atual, mas mantêm uma perspectiva otimista para o futuro. A recuperação gradual da confiança reforça a resposta positiva do setor diante de um cenário macroeconômico desafiador. Embora o mercado de trabalho e o controle da inflação apareçam como fatores econômicos positivos, é prematuro esperar grandes avanços na atividade em um horizonte próximo devido à política monetária restritiva”.
Composição dos Indicadores
O primeiro resultado do ICS em 2026 foi, em grande parte, impulsionado pela melhora das expectativas. O Índice de Expectativas (IE-S) registrou um avanço de 4,2 pontos em janeiro, alcançando 90,3 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024, que foi de 91,3 pontos. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S) teve um desempenho oposto, com uma queda de 2,9 pontos, encerrando o mês em 91,7 pontos, o que indica uma percepção mais cautelosa em relação às condições atuais dos negócios.
A decomposição do ISA-S revelou uma queda em ambos os componentes que o compõem. O indicador que mede a demanda atual caiu 2,1 pontos, encerrando em 91,7 pontos, enquanto o indicador relativo à situação atual dos negócios recuou 3,7 pontos, para 91,6 pontos. Em contrapartida, os componentes do IE-S mostraram um avanço significativo. O indicador de demanda prevista para os próximos três meses aumentou 4,8 pontos, chegando a 91,2 pontos, enquanto o indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses cresceu 3,6 pontos, atingindo 89,5 pontos.
(fgv)
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Fonte: br.-.com