Confira o calendário e sugestões para se organizar financeiramente para viajar.

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O ano de 2026 contará com dez feriados nacionais que ocorrem em dias da semana. Para muitos trabalhadores brasileiros, isso representa oportunidades de folga e lazer. Entretanto, aqueles que desejam aproveitar esses feriados para viagens precisam se organizar para evitar que o descanso se transforme em um problema financeiro. Esses períodos são geralmente muito procurados, resultando em preços mais altos.

O planejador financeiro e especialista em investimentos Jeff Patzlaff compartilhou recomendações para aqueles que pretendem viajar mais em 2026. A seguir, estão suas recomendações.

Calendário de feriados de 2026

Data Feriado Dia da Semana
01/01/2026 Confraternização Universal Quinta-feira
16/02/2026 Carnaval (ponto facultativo) Segunda-feira
17/02/2026 Carnaval (ponto facultativo) Terça-feira
03/04/2026 Sexta-feira Santa (Paixão de Cristo) Sexta-feira
21/04/2026 Tiradentes Terça-feira
01/05/2026 Dia do Trabalho Sexta-feira
04/06/2026 Corpus Christi (ponto facultativo) Quinta-feira
07/09/2026 Independência do Brasil Segunda-feira
12/10/2026 Nossa Senhora Aparecida Segunda-feira
02/11/2026 Finados Segunda-feira
15/11/2026 Proclamação da República Domingo
25/12/2026 Natal Sexta-feira

1. Por que planejar viagens nos feriados de 2026 desde já

De acordo com Jeff Patzlaff, o início do planejamento é definido pela clareza nas metas de viagem. Ele sugere que os interessados peguem o calendário de 2026, marquem os feriados nos quais realmente desejam viajar e ajam com realismo. “Viajar em todos os feriados pode ser financeiramente inviável para a maioria”, explica. Assim, o planejamento deixa de ser um impulso e se transforma em uma estratégia consciente.

2. Como começar o plano para a viagem?

Para cada feriado escolhido, Patzlaff recomenda que se defina um destino ou, ao menos, um tipo de destino, como praia, montanha ou uma viagem internacional. Além disso, é importante avaliar o padrão da viagem: econômico, conforto ou luxo. Essas definições ajudam a estimar os gastos com transporte, hospedagem, alimentação e passeios.

Após essa etapa, o especialista sugere pesquisar os custos atuais de uma viagem para os destinos escolhidos, usando esses dados para fazer uma estimativa. É necessário adicionar uma margem de 10% a 15% para proteger o planejamento contra inflação, variação nos preços das passagens, aumentos devido à demanda e outros fatores. Este número se tornará seu custo-alvo. O próximo passo é dividir esse custo pelo número de meses até a viagem, estabelecendo assim uma meta de economia mensal. Patzlaff recomenda tratar essa meta como uma conta a ser paga, automatizando as transferências para que não dependa de sobra no final do mês.

3. Qual antecedência ideal para começar a fazer as reservas da viagem?

Patzlaff observa que não existe uma fórmula única para isso. Quanto mais cedo o planejamento for iniciado, menor será o valor mensal necessário e, por consequência, menor a chance de recorrer a parcelamentos dispendiosos em cima da hora. Com os preços de passagens e hospedagens atuais sendo bastante voláteis, quem planeja com antecedência consegue aproveitar promoções inesperadas, travar preços antes de aumentos e evitar câmbios desfavoráveis em situações de urgência.

Para viagens dentro do Brasil, a recomendação é iniciar os preparativos com 6 a 9 meses de antecedência. Para viagens internacionais, essa antecedência deve ser de 9 a 12 meses.

No planejamento de curto prazo, Patzlaff enfatiza a importância de duas regras: a segurança e a liquidez dos investimentos.

Ele sugere que a alocação deve ser o mais segura possível. Nesse cenário, a renda fixa pós-fixada é vista como a melhor opção. Entre as alternativas destacadas estão o Tesouro Selic, que acompanha a taxa Selic de forma diária e disponibiliza liquidez imediata, além de CDBs oferecidos por bancos sólidos, que também contam com liquidez diária. Contas digitais com rendimento automático, que oferecem rendimento de 100% do CDI sobre o saldo, e algumas caixas de investimento são igualmente indicadas.

É importante evitar a poupança, pois essa alternativa oferece um rendimento inferior à inflação. Patzlaff também adverte contra a utilização de renda variável para esses objetivos, dado o fator temporal, que é muito curto, e a recomendação de não adquirir títulos de renda fixa que vençam depois da data da viagem ou da compra das passagens.

5. Como evitar estouros de orçamento em feriados mais caros?

Patzlaff alerta que é comum orçar apenas as despesas mais evidentes, como passagens e hospedagem, sem determinar um limite para o custo total da viagem. Ele aconselha a elaborar um planejamento que leve em conta os custos pré-viagem, como passagens, hospedagem e passeios, e também os gastos que ocorrerão durante a viagem, incluindo alimentação, transporte e compras. Estabelecer uma meta de custos é fundamental. Para isso, a utilização de aplicativos de controle financeiro ou uma planilha simples no celular pode ser uma solução eficaz para acompanhar os gastos diariamente.

O especialista também sugere que todas as compras que puderem ser feitas com antecedência sejam realizadas, evitando assim surpresas com preços elevados em locais turísticos ou variações cambiais de última hora, caso a viagem seja para o exterior.

Outra dica é transferir os valores destinados para os gastos da viagem para uma conta separada, que não é utilizada no dia a dia. Isso pode facilitar o controle do orçamento.

6. Quais cuidados ao parcelar ou usar cartão de crédito?

Patzlaff afirma que o parcelamento não é uma prática condenável, desde que feito com responsabilidade. No entanto, o cenário de juros no Brasil torna o juro rotativo do cartão uma armadilha financeira. O especialista alerta sobre os riscos de parcelamentos longos, que podem resultar em pagamentos da viagem mesmo depois de retornados, prejudicando o orçamento por meses. É preferível optar por parcelar apenas quando não há juros e se o valor da parcela cabe adequadamente no orçamento mensal.

Adicionalmente, é essencial ficar atento ao IOF e outros juros aplicáveis, especialmente em compras internacionais, e monitorar o limite do cartão para evitar bloqueios indesejados durante a viagem.

7. Estratégia para compras de moeda em viagens internacionais

Para quem planeja viajar para o exterior, a estratégia de compra da moeda internacional é um aspecto relevante do planejamento financeiro. Patzlaff ressalta que tentar prever a cotação do dólar ou euro é uma forma de especulação, não de planejamento. Devido à volatilidade das taxas de câmbio, a melhor alternativa é realizar compras aos poucos, permitindo um preço médio. Isso significa fazer compras mensais de câmbio, evitando assim a especulação sobre o “melhor dia” para comprar a moeda.

Fonte: borainvestir.b3.com.br

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