Possibilidade de Calote da Dívida Externa da Argentina
O Congresso dos Estados Unidos divulgou um relatório no final de 2025, que indica a possibilidade de um calote na dívida externa da Argentina. O documento faz parte da análise do governo americano sobre a ajuda de US$ 20 bilhões do Tesouro dos EUA destinada ao país, concedida no final do ano passado. O swap cambial foi pago recentemente, após gerar um intenso debate entre os congressistas.
O relatório enfatiza que, com o peso argentino oscilando próximo ao limite inferior da banda cambial e os pagamentos da dívida do governo programados para aumentar nos próximos três anos, a administração de Javier Milei pode enfrentar dificuldades adicionais para implementar reformas econômicas. Em 2026, a Argentina deverá desembolsar cerca de US$ 15 bilhões aos credores externos, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros credores privados. Para 2027 e 2028, os pagamentos estimados são de US$ 18 bilhões e US$ 20 bilhões, respectivamente.
O documento ressalta que, caso o governo Milei não possua reservas cambiais suficientes para honrar os pagamentos da dívida e manter os objetivos da política cambial, terá que tomar decisões difíceis, como considerar um décimo calote da dívida ou permitir uma maior flexibilidade na cotação do peso argentino.
Problemas Econômicos da Argentina
Apesar de ter obtido resultados positivos a partir de um rigoroso ajuste fiscal, a Argentina continua enfrentando dificuldades para acumular reservas internacionais. A principal fonte de moeda estrangeira da Argentina, conforme indicado no relatório, é o saldo remanescente de sua linha de swap cambial com os Estados Unidos.
As reservas internacionais do Banco Central da Argentina (BCRA) são, em grande parte, contrabalançadas por passivos em moeda estrangeira, e o país não conta com um superávit comercial robusto que possa gerar entradas significativas de divisas. Em um contexto como esse, o governo pode buscar apoio financeiro adicional dos Estados Unidos, do FMI ou de outros credores oficiais. No entanto, as perspectivas de garantir esse apoio permanecem incertas, segundo as conclusões do relatório.
Fonte: www.moneytimes.com.br