Resolução do Conselho de Segurança da ONU
No dia 17 de outubro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que foi elaborada pelos Estados Unidos, a qual apoia o plano do presidente Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza. A resolução também autoriza a criação de uma força internacional de estabilização para o território palestino.
Acordo entre Israel e Hamas
Recentemente, Israel e o grupo militante Hamas concordaram com a primeira fase do plano de 20 pontos proposto por Trump, que inclui um cessar-fogo após dois anos de hostilidades e um acordo para a libertação de reféns. A resolução da ONU é considerada essencial para validar um órgão de governança temporária e para tranquilizar os países que estão avaliando a possibilidade de enviar tropas para Gaza.
O texto da resolução estabelece que os Estados-membros podem fazer parte do Conselho de Paz liderado por Trump, o qual terá a missão de supervisionar a reconstrução e o desenvolvimento econômico de Gaza. Além disso, a resolução autoriza a força internacional de estabilização, que terá a responsabilidade de assegurar um processo de desmilitarização em Gaza, incluindo a desativação de armamentos e a destruição de infraestrutura militar.
Reação do Hamas
Em resposta, o Hamas afirmou, em uma declaração oficial, que não irá se desarmar, argumentando que sua resistência contra Israel é legítima. Essa posição levanta a possibilidade de um confronto entre o grupo militante e a força internacional mencionada na resolução.
A declaração do Hamas afimou: “A resolução impõe um mecanismo de tutela internacional sobre a Faixa de Gaza, que nosso povo e suas facções rejeitam”.
Comentários do Embaixador dos EUA
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, declarou que a resolução, que inclui o plano de 20 pontos como um anexo, “traça um possível caminho para a autodeterminação palestina… onde os foguetes darão lugar a ramos de oliveira e onde existe uma chance de alcançar um acordo sobre um horizonte político”.
Waltz completou, afirmando que a resolução “dismantela o controle do Hamas e garante que Gaza se levante livre da sombra do terror, prosperando e se mantendo segura”. Essas declarações foram feitas antes da votação da resolução.
Posições de Outros Países
A Rússia, um membro com poder de veto no Conselho de Segurança, havia sinalizado anteriormente sua provável oposição à resolução, mas optou por se abster na votação, permitindo assim que a proposta fosse aprovada. A China também se absteve.
A Autoridade Palestina emitiu uma declaração comemorando a aprovação da resolução e afirmou estar disposta a participar de sua implementação. Diplomatas indicaram que o apoio da Autoridade Palestina à resolução na semana anterior foi crucial para evitar um veto russo.
Possibilidade de um Novo Estado Palestino
A resolução gerou polêmica em Israel, pois menciona a possibilidade de um futuro Estado para os palestinos. O texto afirma que “as condições podem finalmente estar em vigor para um caminho viável em direção à autodeterminação palestina e à formação de um Estado”, condicionado à realização de um programa de reformas pela Autoridade Palestina e ao avanço da reconstrução em Gaza.
O documento ainda destaca que “os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para chegar a um acordo sobre um horizonte político que promova a coexistência pacífica e próspera”.
Reação do Primeiro-Ministro de Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que enfrenta pressão de membros de direita em seu governo, declarou no domingo que o país continua se opondo à criação de um Estado palestino. Ele reafirmou o compromisso de desmilitarizar Gaza “da maneira mais fácil ou mais difícil”.
Fonte: www.moneytimes.com.br