Leilão da Parceria Público-Privada
Um consórcio formado por investidores e empresas brasileiras do setor de engenharia e construção venceu, na última quinta-feira, o leilão referente à parceria público-privada que envolve a construção, operação e manutenção do novo centro administrativo do governo de São Paulo. Este contrato terá a duração de 30 anos e prevê investimentos na ordem de R$ 6 bilhões. O projeto tem como objetivo reconfigurar o centro da maior cidade da América Latina.
Integração da Administração do Estado
Atualmente, o governo paulista abriga uma série de secretarias e órgãos vinculados que estão espalhados por diversos endereços no centro de São Paulo e em outras regiões da cidade. Um exemplo é o Palácio dos Bandeirantes, que é a sede do governo e a residência oficial do governador, localizado na zona oeste, a aproximadamente 13 quilômetros do centro da capital.
A proposta aprovada para o novo centro administrativo busca integrar toda a administração do Estado em um complexo que será formado por sete edifícios e 10 torres. Este complexo está projetado para abrigar cerca de 22 mil servidores, de acordo com informações fornecidas pelo governo estadual.
Propostas no Leilão
Embora o governo paulista tenha afirmado que apresentou seu plano a investidores nos Estados Unidos, Europa e Ásia, o leilão contou com apenas duas propostas de interessados. Uma delas foi a do consórcio da empresa espanhola Acciona com a brasileira Construcap. O outro competidor foi o consórcio MEZ-RZK Novo Centro, que acabou vencendo a licitação.
O consórcio MEZ-RZK apresentou uma oferta de desconto de 9,62% sobre a contraprestação pública mensal máxima, estabelecida em R$ 76,6 milhões. Em contraposição, o consórcio formado pela Acciona e Construcap ofereceu um desconto de 5%.
Responsabilidades do Grupo Vencedor
O grupo vencedor do leilão não só ficará encarregado da construção do novo centro administrativo, como também será responsável pelos serviços de limpeza, segurança e conservação do complexo ao longo dos 30 anos de contrato.
Fonte: www.moneytimes.com.br


