Construção sofre com juros elevados e aumento de custos: margens encolhem e crédito permanece escasso.

Construção sofre com juros elevados e aumento de custos: margens encolhem e crédito permanece escasso.

by Fernanda Lima
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Condições Financeiras da Indústria da Construção

As condições financeiras da indústria da construção apresentaram deterioração no primeiro trimestre de 2026, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira, 28 de abril, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em cooperação com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O cenário foi caracterizado pela combinação de juros elevados e aumento no custo de insumos, fatores que impactaram diretamente a operação das empresas do setor.

Alta no Preço de Insumos

O índice que mede a evolução do preço médio de insumos e matérias-primas subiu 6,8 pontos em comparação com o último trimestre de 2025, alcançando 68,4 pontos. Esse resultado aponta para uma percepção generalizada de encarecimento desses itens. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, comentou que “a alta dos custos não é novidade. Isso é sentido pelo setor há algum tempo, principalmente devido à mão de obra. Entretanto, o início da guerra no Oriente Médio trouxe um aumento nos preços dos combustíveis, o que agravou ainda mais a situação atual.”

Acesso ao Crédito Estreito

Simultaneamente, o acesso ao crédito permaneceu restrito. O indicador correspondente recuou de 39 pontos para 37,7 pontos no período, mantendo-se bem abaixo da linha de 50 pontos, que delimita condições favoráveis de desfavoráveis. Este ambiente restritivo continua a apresentar obstáculos para o avanço das atividades no setor da construção.

Impacto nas Margens de Lucro

As margens de lucro também foram negativamente afetadas, com o índice de satisfação em relação ao lucro operacional caindo de 45,1 pontos para 41,3 pontos. Este movimento reflete uma compressão maior na rentabilidade das empresas. Além disso, o indicador que mede a satisfação com a situação financeira das empresas também apresentou um recuo, atingindo 45 pontos, uma queda de 4,5 pontos.

Expectativas para o Futuro

Em relação às expectativas de abril, os resultados foram mistos. Os índices que medem o número de empregados e o lançamento de novos empreendimentos recuaram 0,7 ponto cada, ficando em 48,8 pontos e 49 pontos, respectivamente. Ambos os índices estão abaixo da linha de equilíbrio, indicando uma perspectiva de retração nesses setores nos próximos seis meses. Por outro lado, houve uma melhoria nas projeções para o nível de atividade, que subiu para 51,9 pontos, e para a compra de matérias-primas, que avançou para 51,5 pontos.

Intenção de Investir

A intenção de investir apresentou uma leve recuperação, passando de 42,1 pontos para 43,4 pontos. No entanto, esse movimento não é suficiente para compensar as perdas registradas nos meses anteriores, mantendo o indicador em um patamar historicamente baixo.

Método da Pesquisa

A Sondagem Indústria da Construção entrevistou um total de 308 empresas, das quais 117 eram pequenas, 128 médias e 63 grandes, entre os dias 1º e 13 de abril de 2026.

(cni)

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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