Construtoras podem aproveitar a redução de juros e o cenário eleitoral.

Construtoras podem aproveitar a redução de juros e o cenário eleitoral.

by Beatriz Fontes
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Atualizações do JP Morgan sobre Construtoras Brasileiras

O JP Morgan revisou suas projeções para as construtoras brasileiras que estão listadas na bolsa de valores, recomendando aos investidores a manutenção de suas posições em ações que apresentam um baixo índice P/L. Entre as empresas recomendadas estão Cyrela (CYRE3), EZTEC (EZTC3) e Tenda (TEND3).

De acordo com o banco norte-americano, esses papéis estão sendo negociados abaixo de um múltiplo de 6x P/L (preço sobre lucro) projetado para 2026. O JP Morgan acredita que essas ações devem superar o desempenho do setor em geral.

No relatório, a instituição financeira apontou: “Prevemos um potencial de alta de 40% a 60% [para essas ações], impulsionado por fatores macroeconômicos favoráveis.”

Na mesma análise, o JP Morgan elevou a recomendação para MRV (MRVE3) de neutra para overweight, que é o equivalente a uma recomendação de compra, estabelecendo um preço-alvo de R$ 12, o que representaria uma valorização potencial de 49% em relação ao preço atual de R$ 8,04.

Essa mudança reflete uma expectativa de recuperação para a empresa em 2026, após resultados positivos no terceiro trimestre (3T25) que superaram as previsões, além de perspectivas de fluxo de caixa robusto oriundo da venda de ativos da Resia.

Cenários para o Setor de Construção Civil

O relatório traça dois possíveis cenários para o setor de construção civil. No cenário mais otimista, projeta-se que o segmento se beneficiará do início de um ciclo de queda de juros e de uma possível mudança de governo nas eleições presidenciais que ocorrerão em outubro. Esses fatores são considerados favoráveis para empresas focadas na renda média e alta.

No cenário mais cauteloso, o JP Morgan destaca que as construtoras continuam a ser uma opção atraente para investidores, devido à sua exposição ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), proporcionando uma certa proteção em um ambiente econômico mais adverso.

Tenda como Principal Opção

Em meio a esses cenários, o JP Morgan atualizou os preços-alvo de todas as empresas sob sua cobertura. Destaca a Tenda como a principal escolha (top pick), com um preço-alvo de R$ 39 para dezembro de 2026, em comparação com a cotação atual de R$ 23,29, o que indica um potencial de valorização de 70%.

Entre os motivos que sustentam essa recomendação, o relatório aponta a expectativa de aumento nos lucros, considerando que a projeção da empresa para o próximo ano é de R$ 520 a R$ 600 milhões, a qual é vista como conservadora. Além disso, o valuation atrativo, estimado em cerca de 5 vezes o P/L, e a sólida exposição ao MCMV são aspectos relevantes.

O relatório ainda destaca que a Alea, unidade que trabalha com casas industrializadas da Tenda, deverá diminuir suas perdas, o que reforça a confiança na recuperação da companhia.

Cyrela e Outras Opções

A Cyrela é considerada a melhor opção para investidores que desejam aproveitar a redução de juros e uma possível mudança de governo. Isso se deve à sua significativa exposição ao segmento de renda média e alta.

O JP Morgan observa que a CYRE3 é uma empresa diversificada, com a baixa renda representando aproximadamente 40% do lucro antes de impostos nos últimos doze meses, além de ser a ação mais líquida em sua cobertura.

Atualmente, as ações estão sendo negociadas a um P/L estimado de 5,9 vezes, inferior à média histórica de 11,5 vezes. O preço-alvo para a empresa é de R$ 44,50, em comparação aos R$ 30,67 atuais, o que sugere um potencial de valorização de 45%.

Entre as empresas que recebem classificação neutra, o relatório menciona a Cury (CURY3), que é reconhecida pela sua boa execução, embora com um potencial de valorização relativamente limitado. O preço-alvo para a Cury é de R$ 43,50, em comparação ao preço atual de R$ 34,68.

Embora a classificação seja neutra, o JP Morgan reconhece a Cury como uma das melhores opções para investidores que adotam uma perspectiva mais cautelosa sobre o Brasil em 2026, destacando seu atrativo dividendo de 7% para o próximo ano e sua exposição ao MCMV.

No que diz respeito à Direcional (DIRR3), o preço-alvo estabelecido é de R$ 21. A visão neutra sobre essa ação também se baseia no potencial limitado de valorização em relação aos concorrentes, apesar das margens brutas recordes de 42% no terceiro trimestre (3T25) e dos resultados sólidos esperados.

Recomendações do JP Morgan

EmpresaPreço Atual (R$)P/L projetado 2026Preço-Alvo Dez/26 (R$)Potencial Valorização (%)Rating
Tenda23,295,0x39,0070%overweight
MRV8,045,5x12,0049%overweight
Cyrela30,675,9x44,5045%overweight
EZTEC14,265,7x20,0040%overweight
Cury34,688,9x43,5025%neutro
Direcional16,629,0x21,0026%neutro

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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