Ações da Copasa e Desempenho no Mercado
As ações da Copasa (CSMG3) se destacam entre os pontos negativos do Ibovespa (IBOV) durante o pregão desta quinta-feira (13), em resposta ao balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), que foi divulgado na véspera.
Resultados Financeiros do 2T26
A companhia de saneamento apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 275,5 milhões no período de abril a junho, o que representa uma queda de 4,8% em comparação ao mesmo período de 2025.
A receita líquida da empresa foi de R$ 2 bilhões no segundo trimestre, mostrando um aumento de 8,9% em relação ao ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 762 milhões, marcando um crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior, com uma margem ajustada de 39,0%.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 168,1 milhões entre abril e junho, comparado a um saldo negativo de R$ 102,4 milhões do ano passado.
Por volta das 13h30 (horário de Brasília), as ações da companhia apresentavam uma queda de 4,55%, sendo negociadas a R$ 55,77.
Análise de Resultados
Segundo análise do Itaú BBA, a companhia apresentou resultados considerados neutros, impactados pelo crescimento modesto dos volumes, refletindo as temperaturas amenas registradas neste ano. Para a instituição, o desempenho trimestral não altera a tese da empresa.
O BBA ressaltou que o aumento das despesas gerenciáveis ocorreu abaixo da inflação, um sinal positivo, especialmente diante da nova flexibilidade que a companhia terá para avançar na fase de transição após a privatização.
No entanto, para os analistas, o principal destaque foi a unitização dos investimentos, que atingiu quase duas vezes o nível observado no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 1,476 bilhão nos primeiros seis meses do ano.
Perspectivas Futuras da Companhia
A Copasa permanece em um período de transição, enquanto a Equatorial (EQTL3) se prepara para assumir o controle acionário após o processo de privatização. Neste momento, ressaltam os analistas, o desempenho operacional trimestral não é o foco central da tese de investimento. Ao invés disso, os investidores devem direcionar sua atenção para a conclusão das renegociações dos contratos com os municípios restantes, além de buscar maior clareza sobre a trajetória de investimentos (capex) e a velocidade com a qual novos investimentos serão incorporados à base de ativos regulatórios no próximo ano, conforme indicado pelo BBA.
O Itaú BBA mantém a classificação Outperform (equivalente a compra) para a Copasa, estabelecendo um preço-alvo de R$ 55,90.
Análise da XP Investimentos
A XP Investimentos observou que a Copasa apresentou um Ebitda ajustado 5% abaixo das expectativas da casa. Excluindo o ajuste de receitas não faturadas, a receita alinhou-se conforme o previsto. Quanto aos custos, a empresa reportou despesas operacionais acima do esperado, assim como custos variáveis que também ficaram superiores às estimativas, enquanto as despesas relacionadas à inadimplência permaneceram em consonância com as projeções.
Apesar do resultado mais fraco, a XP não espera reações significativas do mercado neste sentido, dado que, neste momento, o fator mais relevante é a nova perspectiva de reestruturação operacional após a privatização.
A XP mantém uma recomendação neutra e um preço-alvo de R$ 88,30 por ação CSMG3, destacando que a trajetória de investimentos da Copasa tem sido promissora desde que iniciaram a cobertura, quando indicaram que a privatização era uma possibilidade concreta.
Os analistas da XP acrescentam que, após as significativas melhorias estruturais no modelo regulatório da CSMG, enxergam a companhia sendo negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real implícita de 14,0%.
Fonte: www.moneytimes.com.br