Balanço Global de Açúcar
O balanço global de açúcar encontra-se “mais ou menos equilibrado”. Segundo Tomás Manzano, presidente-executivo da Copersucar, os preços deste adoçante dependerão significativamente do consumo de etanol no Brasil durante a safra 2026/27. Uma maior produção do biocombustível pode resultar em uma redução na oferta de matéria-prima destinada à fabricação do açúcar. As declarações de Manzano foram feitas à Reuters na última quarta-feira.
Preços e Safra Brasileira
De acordo com o executivo, o açúcar está atualmente sendo negociado em um intervalo de preços que varia de 14 a 15 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, em um cenário de equilíbrio. Ele destacou que o preço estará altamente dependente do tamanho da safra brasileira, que apresenta um caráter incerto. As estimativas atuais indicam que o balanço de açúcar está razoavelmente equilibrado, influenciado pela reação do mercado em relação ao consumo de etanol e ao “mix” de produção das usinas, além do tamanho da safra.
Evento em Santos
O comentário de Manzano ocorreu antes de um evento no terminal açucareiro da empresa, que é líder global na comercialização de açúcar e etanol. Durante este evento, a Copersucar apresentou planos para utilizar o biometano no transporte de açúcar até o porto, substituindo o diesel utilizado nos caminhões.
Perspectivas da Safra
O presidente da Copersucar também mencionou que a expectativa é de um crescimento na safra de cana-de-açúcar da região centro-sul para o ciclo 2026/27 em comparação ao ciclo anterior. Ele acrescentou que o mercado parece se direcionar para a previsão de que a colheita possa alcançar aproximadamente 630 milhões de toneladas, embora ele não tenha comentado sobre as previsões da empresa.
“É ainda muito cedo; a safra começou recentemente, há cerca de um mês. Há muita coisa ainda a ser definida. O início da safra está indo bem, e as usinas têm, neste primeiro momento, priorizado a produção de etanol, que está oferecendo melhores remunerações em comparação ao açúcar”, afirmou Manzano.
Competitividade do Etanol
O executivo também observou que o cenário atual indica uma maior competitividade do etanol em relação à gasolina no Brasil, em meio ao aumento da produção do biocombustível no país. Isso ocorre enquanto os preços do petróleo permanecem elevados, influenciados pela guerra no Irã.
“Com a redução de preços, a competitividade do etanol em relação à gasolina se fortalece. Isso é atraente para os consumidores que optam por abastecer seus veículos com etanol. É um movimento positivo neste momento em que o etanol se torna mais competitivo, resultando em um aumento na demanda”, concluiu Manzano.
Fonte: www.moneytimes.com.br