Coreia do Norte lança mísseis balísticos e critica intervenções dos EUA na Venezuela

Lançamento de Mísseis pela Coreia do Norte

A Coreia do Norte realizou o lançamento de mísseis balísticos no domingo, coincidindo com o início da visita de Estado do líder da Coreia do Sul à China, a principal aliada de Pyongyang. Além disso, o fato ocorreu poucas horas após os Estados Unidos realizarem um ataque à Venezuela. Esse foi o primeiro disparo de mísseis do país em um período de dois meses.

Contexto do Lançamento

Os disparos de pelo menos dois mísseis intensificam as tensões globais em um momento já delicado, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter atacado a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro.

A Coreia do Norte criticou ferozmente essa ação, afirmando que os Estados Unidos “violaram violentamente a soberania da Venezuela” e que tal ato evidencia “a natureza desonesta e brutal dos EUA”.

Relações Diplomáticas na Península Coreana

Os mísseis foram lançados de Pyongyang para o mar entre as Coreias e o Japão, instantes antes da visita de Estado do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, à China. O líder sul-coreano buscava promover a paz na Península Coreana durante uma cúpula que teria com seu homólogo, Xi Jinping.

O professor Lim Eul-chul, do Instituto de Estudos do Extremo Oriente em Seul, sugeriu que esses lançamentos serviram como “uma mensagem à China”, destacando a necessidade do país de evitar laços mais próximos com a Coreia do Sul e, ao mesmo tempo, contestar a postura chinesa em relação à desnuclearização.

Mensagem da Coreia do Norte

Lim Eul-chul também indicou que a Coreia do Norte deseja comunicar que é “diferente da Venezuela” e que, como uma potência nuclear e militar, está pronta para responder com uma “dissuasão agressiva”.

Por sua vez, o professor Bong Youngshik, da Universidade Yonsei, mencionado o líder norte-coreano, Kim Jong Un, afirmou que “após observar a situação na Venezuela, a pessoa que deve estar mais apreensiva é Kim Jong Un”.

Reações Internacional

As reações a esses lançamentos foram rápidas. Seul e Tóquio se manifestaram criticamente em relação aos disparos de mísseis norte-coreanos. O gabinete presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião de segurança de emergência, instando a Coreia do Norte a interromper “atos provocativos que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, também expressou sua preocupação, afirmando que os lançamentos representam uma ameaça à paz e à segurança não apenas na região, mas na comunidade internacional como um todo. Ele enfatizou que o governo japonês fez um protesto formal contra a Coreia do Norte, condenando as ações do país.

Posição das Forças dos EUA

As forças dos Estados Unidos para o Indo-Pacífico divulgaram um comunicado informando que “esse evento não representa uma ameaça imediata ao pessoal ou território dos EUA, ou aos nossos aliados”. As autoridades americanas também destacaram que estão em constante consulta com seus aliados e parceiros da região.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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