Autorização do Governo Federal
O governo federal autorizou os Correios a comercializarem e distribuírem seguros, bônus e títulos financeiros, incluindo os títulos de capitalização. A portaria que oficializa essa decisão foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira, 14.
Serviços Financeiros pelos Correios
A medida também permite a prestação de serviços financeiros pela empresa, condicionando sua atuação ao cumprimento das normas do Sistema Financeiro Nacional. A portaria estabelece que os Correios poderão efetuar essa atividade através de parcerias com instituições financeiras e com outras entidades que estejam devidamente autorizadas a operar dentro do sistema financeiro.
Requisitos para Implantação
Para que os serviços financeiros sejam implementados, é indispensável a existência de um processamento de dados eficaz, além de meios de comunicação que sejam seguros e adequados às operações necessárias. Isso garantirá a unicidade e a privacidade das informações que são geradas, transmitidas e disponibilizadas ao público.
Parcerias Comerciais
Adicionalmente, a portaria prevê que os Correios poderão firmar parcerias comerciais para atuar no setor de telefonia móvel, desde que respeitem as regulamentações estabelecidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Viabilidade Econômico-Financeira
Entretanto, a implementação desses novos serviços deverá ser precedida de um estudo que comprove a viabilidade econômico-financeira do projeto. Este estudo deve observar critérios e parâmetros de mercado que assegurem um retorno sobre os investimentos e uma margem de remuneração que sejam compatíveis com a sustentabilidade da empresa.
Prejuízo e Recuperação Financeira
Os novos serviços começarão a ser implementados após o momento em que os prejuízos da empresa triplicarem em 2025, com um total projetado de R$ 8,5 bilhões. Neste contexto, os Correios estão em processo de elaboração de um plano de recuperação financeira, que busca diferentes estratégias para reverter a atual situação financeira da instituição.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br