Cosan (CSAN3) apresenta prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre

Prejuízo da Cosan no Terceiro Trimestre de 2025

A Cosan (CSAN3) divulgou um prejuízo líquido de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 293 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Motivos para o Resultado Negativo

Segundo a companhia, a queda nos resultados foi, em grande parte, atribuída à menor contribuição da equivalência patrimonial no balanço. No período, a holding apresentou uma equivalência patrimonial negativa de R$ 482 milhões.

“A redução de R$ 1,4 bilhão em comparação com o mesmo período de 2024 é explicada principalmente pela menor contribuição do segmento EAB (etanol, açúcar e bioenergia) na Raízen, em decorrência da redução dos volumes vendidos. O impacto foi ainda amplificado pelo efeito do impairment dos ativos que foram reclassificados como disponíveis para venda”, afirma o documento, que foi divulgado na noite de sexta-feira (14). A empresa também mencionou que a venda da participação acionária da Vale (VALE3) teve um impacto significativo nesse resultado.

Despesas Gerais e Administrativas

No que diz respeito às despesas gerais e administrativas (G&A, sigla em inglês), a Cosan observou uma redução de R$ 128 milhões para R$ 67 milhões. A empresa indicou que essa queda está relacionada aos menores custos com o programa de remuneração de incentivo de longo prazo, o qual também refletiu a diminuição do valor das ações.

Resultado Financeiro e Dívida Líquida

O resultado financeiro da Cosan também apresentou uma deterioração na comparação anual. A empresa registrou um resultado negativo de R$ 858 milhões, superior aos R$ 521 milhões do terceiro trimestre de 2024. Esse aumento nos custos financeiros é justificado, segundo a companhia, pela alta nas taxas de juros.

Ao final do terceiro trimestre, a empresa reportou uma dívida líquida de R$ 18,1 bilhões, valor inferior ao registrado de R$ 21,7 bilhões no terceiro trimestre de 2024. A alavancagem da Cosan, no entanto, aumentou, em virtude do recuo do Ebitda de suas controladas, passando de 2,5x no ano anterior para 3,7x em setembro.

Desempenho da Raízen

A Raízen destacou-se como o principal fator que impactou negativamente o desempenho consolidado da Cosan. A sucroalcooleira viu seu Ebitda cair 14% no ano, totalizando R$ 3,3 bilhões. A empresa atribuiu essa diminuição a uma menor diluição de custos e à redução nos volumes comercializados em comparação ao ano anterior. Além disso, a Raízen enfrentou um desempenho conjunturalmente mais fraco na Distribuição de Combustíveis na Argentina.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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