CPI do Banco Master pode não avançar devido ao calendário eleitoral, afirma líder do governo no Congresso

Declarações sobre a CPI do Banco Master

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), manifestou nesta quinta-feira (8) que o governo ainda não tomou uma decisão sobre o apoio a uma possível Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) voltada à investigação do Banco Master.

Viabilidade da Comissão

De acordo com Randolfe, pode haver uma falta de “viabilidade pragmática” para o funcionamento da comissão, considerando o provável esvaziamento do Congresso devido às eleições de outubro. Ele comentou: “Não sei se há viabilidade pragmática do funcionamento do Congresso Nacional que possibilita a CPI, mas o governo não tem nenhum veto a qualquer tipo de investigação, seja qual for. Inclusive, sobre a CPI, nós vamos avaliar.”

As declarações foram feitas no Palácio do Planalto, antes da cerimônia em memória dos atos extremistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O senador ressaltou que o governo é favorável a investigações referentes a possíveis fraudes associadas ao Banco Master, ao mesmo tempo em que defendeu o Banco Central, que tem sido criticado nas redes sociais.

“A posição do governo é que as investigações sigam e ocorram. A posição que temos é que o Banco Central deve ser respeitado em suas atribuições. A posição do governo é que as investigações aconteçam, custe o que custar, atinja quem tiver que atingir”, afirmou o parlamentar.

Articulação para a CPI

O pedido para a abertura de uma CPI tem sido articulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que afirma já contar com as assinaturas necessárias para o protocolo. A decisão de autorizar ou não a instalação da comissão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-RJ). No entanto, Alcolumbre é conhecido por ser contrário ao funcionamento de CPIs, argumentando que estas podem obstruir o progresso do Congresso.

Veto ao projeto de dosimetria

Randolfe Rodrigues também mencionou que o governo atuará para manter o veto ao projeto de dosimetria, que propõe a redução das penas para os condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. “Vai ser natural a nossa parte também mobilizar para que o veto seja mantido,” disse ele.

Nesta quinta-feira, durante a cerimônia de memória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que reduzia as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Comento sobre a ausência de Alcolumbre e Hugo Motta

Randolfe ainda comentou a decisão de Davi Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de não comparecer ao evento no Palácio do Planalto em homenagem aos eventos ocorridos no dia 8 de janeiro. “O ano passado não foi diferente. É uma escolha que tem que ser respeitada, a dos presidentes das Casas. O importante é que a data de hoje deve ser sempre lembrada, para que não se esqueça, e para que nunca mais aconteça,” concluiu.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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