Crédito privado dispara no Brasil, mas setor permanece sob controle dos bancos.

Crescimento do Mercado de Dívida Privada na América Latina

O mercado de dívida privada experimentou um crescimento significativo no Brasil e na América Latina ao longo dos últimos anos. De acordo com dados revelados em um relatório da Moody’s, uma das principais agências de classificação de risco do mundo, a carteira de crédito privado da região, que era de aproximadamente 4 bilhões de dólares em 2015, aumentou para quase 15 bilhões de dólares, o que equivale a mais de 80 bilhões de reais, em dezembro de 2024. Essa expansão é notável, considerando o contexto econômico da região.

Importância do Brasil no Setor

O Brasil se destaca nesse cenário, respondendo por 70% do total de ativos que estão sob gestão na região. Essa prevalência é demonstrativa da relevância do mercado de crédito privado brasileiro em comparação com os demais países latino-americanos. Entre os tipos de ativos que fazem parte desse crescimento estão os empréstimos direcionados a empresas e os financiamentos voltados para infraestrutura, que são fundamentais para o desenvolvimento econômico.

Contexto Econômico e Desafios

O relatório da Moody’s também assinala que a capacidade dos mercados latino-americanos de fornecer capital flexível está se tornando cada vez mais valiosa. Este cenário é especialmente relevante em um contexto de desglobalização e relocalização dos negócios, onde a agilidade na obtenção de financiamentos pode garantir a competitividade das empresas. No entanto, apesar desse crescimento, é importante destacar que a América Latina ainda representa apenas 0,6% do mercado global de crédito privado, indicando que o desenvolvimento nesse setor ocorre em um ritmo mais lento quando comparado a outras regiões do mundo.

Dominância dos Bancos no Crédito Brasileiro

Outro ponto importante mencionado no relatório é a informação de que os bancos ainda dominam o mercado de crédito no Brasil. Aproximadamente 80% do total de ativos sob gestão é controlado por instituições bancárias, o que reflete a estrutura tradicional do sistema financeiro brasileiro. Em contrapartida, em países como Chile e México, o crédito não bancário possui uma participação maior na economia, tendo alcançado quase a metade do volume total disponível. Essa diferença em estrutura financeira mostra uma possível oportunidade de crescimento para o crédito privado no Brasil, caso se expanda além da gestão limitada pelos bancos.

As tendências e dados apresentados indicam que, apesar das dificuldades e das limitações do mercado de crédito privado na América Latina, as perspectivas de crescimento permanecem intactas, especialmente à medida que as empresas buscam alternativas de financiamento em um cenário econômico em constante mudança.

Fonte: veja.abril.com.br

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