Crescimento Econômico da China em 2025
A economia da China apresentou um crescimento de 2,5% a 3% em 2025, conforme as estimativas do think tank Rhodium Group. Esse crescimento é aproximadamente metade da taxa sugerida pelos dados oficiais, sendo impulsionado por um colapso significativo no investimento em ativos fixos dentro da economia que, no total, equivale a US$ 19 trilhões durante o segundo semestre daquele ano.
Expectativas para as Autoridades Chinesas
É esperado que os líderes políticos da China anunciem que o país conseguiu atingir sua meta de crescimento anual, situada em “cerca de 5%”, durante a reunião parlamentar anual programada para março. Nessa ocasião, será revelado o próximo plano quinquenal, que deverá destacar as exportações robustas, mesmo em meio à guerra tarifária com os Estados Unidos e à fraca demanda interna.
No entanto, um relatório do Rhodium Group revelou que pode haver uma perda de demanda não contabilizada que chega a cerca de US$ 500 bilhões.
Desafios da Economia Chinesa
Se as previsões do relatório se confirmarem, o déficit pode dificultar a capacidade do governo de Pequim em avaliar a urgência da ação necessária para evitar uma desaceleração significativa na segunda maior economia do mundo. Além disso, poderá impactar a posição de negociação da China nas conversações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à guerra tarifária que tem afetado as cadeias de abastecimento globais.
Projeções para 2026
Para o ano de 2026, o Rhodium Group estima que a economia chinesa deve crescer entre 1% e 2,5%, um número que está muito abaixo da previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que espera um crescimento de 4,5% para esse período.
O relatório enfatiza que o crescimento econômico da China em 2025 dependerá do fato de o investimento ter apenas diminuído ou sofrido um colapso real no segundo semestre do ano. Existe uma inconsistência nos dados que mostram uma queda no investimento em ativos fixos, enquanto a formação de capital parece continuar a contribuir positivamente para o PIB.
Cenário Atípico
O relatório também observa que "não há exemplos de economias que tenham registrado um crescimento real do PIB de 5% enquanto enfrentavam anos de deflação persistente, como a China experimentou por dez trimestres consecutivos. Duvidamos que a China seja a primeira".
Investimento em Ativos Fixos
No que se refere ao investimento em ativos fixos, que abarca desde estradas e ferrovias até moradias e fábricas, houve um aumento de 4,2% em comparação ao ano anterior durante o primeiro trimestre. No entanto, esse desempenho começou a deteriorar-se, caindo para território negativo em junho e despencando até 12,2% em outubro.
Contribuições para o PIB
Autoridades afirmaram que a formação bruta de capital, que é o componente de investimento do PIB, ainda teria contribuído com 0,9 pontos percentuais para o crescimento real durante o terceiro trimestre. Contudo, o relatório do Rhodium questiona se métricas, como a queda nas vendas de terrenos e nas compras de equipamentos usados, foram contabilizadas de maneira apropriada.
Conforme os dados oficiais mais recentes, o investimento em ativos fixos apresentou uma queda de 2,6% no período de janeiro a novembro, sendo impulsionado particularmente por uma redução de 15,9% no investimento no setor imobiliário.
Fonte: www.moneytimes.com.br


