Resultado trimestral da Cury apresenta crescimento expressivo
A Cury Construtora e Incorporadora, que é negociada na bolsa de valores brasileira sob o código Cury (BOV:CURY3), divulgou seu resultado financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026, apresentando um lucro líquido de R$ 302,9 milhões. Este valor representa um aumento de 41,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo da empresa foi impulsionado principalmente pelo acelerado ritmo de lançamentos e vendas, reajuste nos preços médios dos imóveis, além da manutenção de uma disciplina operacional adequada. Esses fatores contribuíram para a ampliação das margens e o aumento da rentabilidade da companhia.
Demanda aquecida e desempenho favorável
O resultado apresentado reforça um momento operacional favorável para a construtora, que continua se beneficiando da elevada demanda por habitação popular, especialmente por meio do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A expansão do crédito imobiliário voltado para as faixas de renda mais baixa, juntamente com a capacidade da empresa em executar projetos de forma eficiente e a um custo controlado, vem consolidando a Cury como uma das principais incorporadoras no segmento econômico na bolsa de valores.
Indicadores financeiros e operacionais
O Ebitda da Cury atingiu R$ 411,4 milhões entre janeiro e março de 2026, o que representa um crescimento anual de 42,9%. A margem Ebitda alcançou 25,5%, uma expansão de 1,8 ponto percentual. A receita operacional líquida chegou a R$ 1,613 bilhão, um aumento de 32,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Um aspecto relevante a ser considerado é o preço médio dos apartamentos vendidos, que alcançou R$ 325,4 mil, representando uma alta de 5% na comparação anual. Segundo a empresa, a combinação entre um maior volume de vendas e a valorização dos imóveis ajudou a aumentar a receita e a diluir despesas operacionais.
Margens e despesas
A margem bruta manteve-se robusta em 39,0%, enquanto a margem bruta ajustada situou-se em 39,3%. A companhia também registrou um ganho de R$ 2,3 milhões em equivalência patrimonial, valor que triplicou em relação ao ano anterior. As despesas gerais e administrativas aumentaram em 28,8%, totalizando R$ 64,9 milhões, e as despesas comerciais também avançaram, com um aumento de 12,1%, totalizando R$ 119,1 milhões. Todavia, a empresa conseguiu preservar sua eficiência operacional, e o resultado financeiro apresentou uma despesa de R$ 10,7 milhões, o que representa uma redução de 26,2% em comparação anual.
Geração de caixa e vendas líquidas
Outro destaque do trimestre foi a geração de caixa operacional, que alcançou R$ 93,4 milhões, marcando o 28º trimestre consecutivo de geração positiva. Assim, a Cury encerrou março com um caixa líquido de R$ 406,9 milhões, um crescimento de 28,8% em relação ao encerramento de 2025. Na apresentação de resultados, a administração ressaltou que o início de 2026 foi caracterizado pela forte demanda sustentável por imóveis populares e pela eficiência operacional da empresa. As vendas líquidas atingiram R$ 2,3 bilhões, estabelecendo um recorde histórico para o primeiro trimestre.
Expectativas para o segundo trimestre
A direção da empresa também destacou que o segundo trimestre começou com um ritmo comercial intenso, já refletindo os ajustes recentes no programa Minha Casa Minha Vida, que ampliarão o poder de compra da população e expandirão o público que pode se beneficiar do programa habitacional.
Desempenho das ações
No pregão da quarta-feira (12/05), as ações da Cury (BOV:CURY3) foram negociadas a R$ 30,41, apresentando uma leve queda de 0,43%. Durante o dia, os preços das ações oscilaram entre mínima de R$ 30,32 e máxima de R$ 31,52, após abertura em R$ 30,39. Apesar do leve retrocesso no curto prazo, os resultados financeiros costumam reforçar a percepção positiva do mercado a respeito da habilidade da construtora em manter um crescimento saudável, acompanhado de uma geração robusta de caixa, mesmo diante de um ambiente desafiador para o setor imobiliário.
Perfil da empresa
A Cury é ativa no segmento de incorporação residencial voltada à baixa renda, com grande presença no programa Minha Casa Minha Vida. A companhia concentra suas operações, principalmente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, competindo no mercado com outras incorporadoras que também estão listadas na bolsa de valores, como MRV, Direcional Engenharia e Tenda. A empresa é reconhecida pela alta velocidade de suas vendas, margens financeiras robustas e significativa geração de caixa operacional.
Fonte: br.-.com


