Números da Caixa Seguridade não foram muito animadores, mas analistas veem de forma positiva diante do contexto
Desempenho das Ações
Na manhã desta sexta-feira (27), as ações da Caixa Seguridade (CXSE3) apresentaram uma queda superior a 3% após a divulgação do lucro líquido gerencial, que alcançou R$ 1,1 bilhão no quarto trimestre de 2025. Este valor representa uma alta de 6,4% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Análise do Lucro
Apesar do crescimento anual, o lucro reportado pela empresa foi 2% inferior às previsões do BTG Pactual. No entanto, Eduardo Rosman, analista do banco, não se mostrou surpreso com o resultado. “Os dados da SUSEP até dezembro já indicavam um desempenho semelhante”, afirma.
Resultados e Desafios
Um dos pontos de maior preocupação para Rosman são os resultados do trimestre, que foram pressionados por prêmios mais fracos em seguro prestamista, que, por sua vez, está vinculado a operações de crédito. O desempenho desse segmento apresentou uma queda de 35% em comparação ao trimestre anterior.
Além disso, foram observados aportes menores em previdência, refletindo a suspensão das vendas de seguro prestamista atreladas a empréstimos consignados para aposentados, medida que começou em novembro. As reduções nesses aportes foram de 9% em relação ao terceiro trimestre.
O analista também destaca que o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) aplicado às novas contribuições em VGBL afetou negativamente o setor de previdência. De forma geral, Rosman classifica os resultados como praticamente estáveis quando comparados ao trimestre anterior, evidenciando a resiliência do modelo de negócios da companhia.
Lucro Anual e Posicionamento
Rosman acrescenta que a Caixa Seguridade fechou o ano com um lucro líquido total de R$ 4,3 bilhões, que representa um aumento de 11% em relação a 2024. Segundo ele, “a companhia está posicionada como uma franquia altamente previsível e estável, impulsionada por receitas recorrentes de seguros e pela estreita integração com a rede de distribuição da Caixa”, finaliza.
Mesmo diante das adversidades enfrentadas, a Caixa Seguridade se mantém como a preferência de Eduardo Rosman e sua equipe dentro do setor de seguros, especialmente em razão da relação entre risco e retorno.
Pagadora de Dividendos
Os resultados da companhia foram recebidos de maneira positiva na XP, com o analista Bernardo Guttmann classificando o quarto trimestre como “sólido”, apesar da “contínua pressão no seguro prestamista”. Em resumo, Guttmann entende que a Caixa Seguridade tem feito um bom trabalho perante as dificuldades atuais.
Seu relatório também destaca os R$ 990 milhões em dividendos que foram aprovados no dia 30 de janeiro de 2026. Este montante eleva o total de distribuição a R$ 3,95 bilhões no acumulado de 2025, o que “reforça o seu forte perfil de retorno aos acionistas”.
Fonte: www.moneytimes.com.br

