Superávit Primário em 2027
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou na última quarta-feira, dia 17, que o Orçamento de 2027 terá um superávit primário pela primeira vez em uma década. A afirmação foi feita durante a sessão das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, além de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
“Vamos entregar o orçamento do próximo ano com superávit fiscal pela primeira vez em dez anos. Reconhecemos que o país necessita de uma trajetória fiscal melhor, e o trabalho foi conduzido de forma bastante transparente”, informou Durigan.
A equipe econômica estabeleceu, em abril, uma meta central de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027, que corresponde a um saldo positivo em torno de R$ 73 bilhões nas contas públicas.
Inflação
O ministro expressou ainda uma preocupação com a inflação, embora tenha assegurado que ela está sob controle e acompanhada do crescimento do PIB.
“É natural que a inflação preocupe, mas a inflação durante este mandato será a mínima histórica do nosso país. Alguns podem argumentar que estamos enfrentando um desemprego elevado e um crescimento baixo, mas a verdade é que a inflação está controlada. Desde 2023, conseguimos gerar 5,1 milhões de empregos e o país apresentou crescimento”, destacou Durigan.
De acordo com a última edição do Relatório Focus disponibilizado pelo Banco Central, publicado na última segunda-feira, 15, a projeção para a inflação ao final de 2026 é de 5,30%, o que representa um aumento pela 14ª semana consecutiva.
Fricção Comercial com os EUA
Sobre a atual relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, Durigan lamentou a fricção que tem se estabelecido entre os dois países, a qual resultou em uma diminuição da participação dos EUA na balança comercial brasileira nos últimos anos.
“Em 2023, a participação era de 12%, e agora está chegando a 9%. A razão disso é que estão ocorrendo fricções nas relações comerciais”, explicou o ministro. Apesar da queda, Durigan celebrou a ampliação das relações comerciais do Brasil com mercados alternativos, como a China e o Vietnã, além do acordo firmado entre a União Europeia e o Mercosul.
Guerra e Preço dos Combustíveis
Durigan também abordou os impactos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis, afirmando que o Brasil conseguiu se sair melhor do que outros países e que não houve risco de desabastecimento.
“As narrativas estão falando sobre racionamento de combustível. No Brasil, estamos lidando com um aumento no preço da gasolina que varia entre 6% e 10%, e no diesel, a alta é de 15%, que estamos enfrentando”, acrescentou o ministro.
Formação Bruta de Capital Fixo
Em um segmento do evento, o ministro da Fazenda compartilhou que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no primeiro trimestre apresentou resultados positivos, mesmo com a alta nas taxas de juros.
“A Formação Bruta de Capital Fixo, que é o principal indicador do crescimento de investimentos no país, aumentou 3,5%. Isso demonstra que, apesar de termos altos índices de juros no Brasil, e este ser um problema que precisamos enfrentar, temos conseguido criar condições para que a economia brasileira obtenha bons resultados, especialmente no que diz respeito ao investimento”, concluiu Durigan.
Fonte: timesbrasil.com.br


