Pedido de Habeas Corpus de Daniel Vorcaro
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro deverá protocolar um pedido de habeas corpus nesta quarta-feira (19) na Justiça Federal de Brasília. Vorcaro encontra-se detido há duas noites na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Medidas Cautelares Solicitadas
Os advogados Pierpaolo Bottini e Roberto Podval planejam requisitar medidas cautelares que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, com o objetivo de evitar que o proprietário do Banco Master seja encaminhado para um presídio.
Confirmação da Prisão Preventiva
A prisão preventiva de Vorcaro foi confirmada após ele comparecer a uma audiência de custódia. O dono do Banco Master foi detido na noite de segunda-feira (17), por volta das 22h, enquanto se preparava para embarcar no Aeroporto de Guarulhos, onde viajaria para a realização de negócios. Informações obtidas pela CNN Brasil indicam que a Polícia Federal monitorou suas movimentações e optou por antecipar a prisão para impedir uma possível fuga.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional. Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros.
Ações da Polícia Federal
Até o momento, a Polícia Federal prendeu sete indivíduos e executou 25 mandados de busca e apreensão, além de aplicar diversas medidas cautelares em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Prisões e Afastamentos
Entre os detidos está Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra Paulo Henrique Costa, presidente do Banco de Brasília (BRB), que foi afastado por decisão judicial nesta terça-feira. Além de Costa, três diretores do banco também foram afastados.
Início das Investigações
As investigações foram iniciadas em 2024, em resposta a um pedido do Ministério Público Federal, visando apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após uma fiscalização realizada pelo Banco Central, substituídos por outros ativos, sem a devida avaliação técnica.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br