Fabiano Zettel é Alvo da Operação Compliance Zero
Um dos principais alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero é Fabiano Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. O empresário foi detido temporariamente nesta quarta-feira, dia 14, com a finalidade de preservar o sigilo da investigação.
Detenção de Zettel
Zettel foi preso pela Polícia Federal (PF) enquanto se preparava para embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Outros executivos também foram alvos da operação, entre os quais estão Nelson Tanure e João Carlos Mansur.
Objetivos da Operação
A operação tem como foco o combate à emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional (SFN). As investigações abrangem possíveis crimes, como gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de dinheiro.
Perfil de Fabiano Zettel
O cunhado de Vorcaro, amplamente conhecido no segmento de “Wellness”, é investidor da Oakberry, uma rede de açaí, e da academia de luxo Les Cinq.
Zettel, que é casado com Natália Vorcaro, irmã do dono do Banco Master, exerce também a função de pastor na Igreja da Lagoinha Belvedere, localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Formação Profissional
Fabiano Zettel teve uma carreira como advogado, sendo sócio da sociedade de advogados Zettel & Vasconcellos de 2007 até 2014. Em 2014, passou a fazer parte da sociedade da Magalhães & Zettel, segundo informações disponíveis em suas redes sociais.
Desdobramentos da Operação Compliance Zero
Agentes da Polícia Federal estão cumprindo um total de 42 mandados de busca e apreensão em diversos estados do Brasil, incluindo São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Essas medidas judiciais foram decretadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou também o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
A PF realizou buscas em locais associados a Daniel Vorcaro, o proprietário do Banco Master, e a seus familiares. O banqueiro foi preso na primeira fase da operação, que ocorreu em novembro do ano anterior.
As ações judiciais têm o propósito de interromper as atividades da organização criminosa, garantir a recuperação de ativos e permitir a continuidade das investigações relacionadas à primeira fase da Operação, que foi desencadeada em novembro de 2025.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br