Desenrola 2.0 e Imposto de Renda: Análise de Opinião Pública
O Desenrola 2.0 e o aumento da isenção do Imposto de Renda parecem ter perdido força junto ao eleitorado, conforme aponta a pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada na última quarta-feira, 5 de agosto.
As duas iniciativas econômicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm sido vistas como estratégias para incrementar sua popularidade até as próximas eleições.
Avaliação do Desenrola 2.0
O novo Desenrola, que teve sua duração prorrogada até 31 de agosto, mantém uma avaliação positiva entre a população. No entanto, o número de cidadãos que o consideram uma boa ideia diminuiu. Em junho, esse índice era de 50%. Em julho, ele chegou a 55%
Recentemente, essa porcentagem recuou para 47%. Aqueles que veem o programa como uma ajuda moderada aumentaram de 20% em julho para 25% atualmente. Outros 23% consideram o programa uma má ideia, um leve aumento em relação aos 21% registrados no mês passado.
Condição Econômica das Famílias
Em relação ao estado das dívidas familiares, os dados permaneceram relativamente estáveis em comparação com o mês anterior. Dos entrevistados, 47% afirmaram ter poucas dívidas, 31% disseram não ter nenhuma dívida e 22% admitiram ter muitas dívidas.
Além disso, 88% dos participantes da pesquisa afirmaram que o programa Desenrola não os beneficiou nem suas famílias. Somente 10% relatam ter obtido benefícios com a renegociação de débitos.
Percepção sobre Renda
Uma queda também foi observada no percentual de pessoas que relatam uma melhora em sua renda. Em julho, 35% dos entrevistados afirmavam que sua renda havia crescido de forma significativa; agora, esse número caiu para 26%. Outros 37% disseram não ter percebido diferença em sua renda, um aumento em relação aos 33% do mês anterior. Por sua vez, 35% afirmaram que a renda cresceu, mas de forma moderada, subindo de 31% no mês passado.
Efeito da Isenção do Imposto de Renda
A isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil apresentou uma tendência de queda semelhante. Entre fevereiro e julho, houve um aumento gradual no percentual de pessoas que informavam que sua renda havia crescido de forma significativa devido a essa medida.
Esse número subiu de 15% em fevereiro para 24% em julho. No entanto, nesse último levantamento, ele retrocedeu a 21%. Por outro lado, a porcentagem de pessoas que afirmavam que a isenção não trouxe impacto significativo aumentou de 39% para 46%. Outros 32% indicaram que tiveram um aumento na renda com a isenção, embora considerado pequeno.
Avaliação do Poder Aquisitivo
A pesquisa Genial/Quaest também avaliou o chamado “affordability”, um termo que se refere à capacidade da renda dos trabalhadores de cobrir suas despesas. Para 33% dos entrevistados, a renda aumentou na mesma proporção que o custo de vida no último ano. Além disso, 32% disseram que sua renda não apresentou crescimento algum.
Por outro lado, 23% relataram que a renda aumentou, mas menos do que o custo de vida. Apenas 10% afirmaram que a renda aumentou mais do que as despesas relacionadas ao custo de vida.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa realizada pela Genial/Quaest entrevistou um total de 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, utilizando entrevistas pessoais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%.
Esse levantamento foi encomendado pelo Banco Genial e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06591/2026.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


