Desemprego atinge 5,8% em fevereiro, mas apresenta queda de 1 ponto percentual em um ano.

Aumento do Desemprego no Brasil

O desemprego no Brasil registrou um aumento, chegando a 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, em comparação com 5,2% observados no trimestre de setembro a novembro de 2025. Essas informações foram divulgadas pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), nesta sexta-feira (27).

Esse aumento é um reflexo da sazonalidade típica do início do ano, um período em que o mercado de trabalho, historicamente, tende a absorver uma quantidade menor de mão de obra.

Comparação Anual

Apesar do aumento no trimestre, ao compararmos com o mesmo trimestre de 2025, a situação apresenta um aspecto positivo. A taxa de desemprego efetivamente caiu 1,0 ponto percentual, diminuindo de 6,8% para 5,8%. Em termos absolutos, 1,1 milhão de pessoas deixaram a condição de desocupação durante esse período.

População Desocupada Aumenta

O número de desocupados foi de 6,2 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, um aumento em relação aos 5,6 milhões observados no trimestre anterior. Contudo, esse número é 14,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, que contava com 7,3 milhões de brasileiros sem emprego.

Por outro lado, a população ocupada totalizou 102,1 milhões de pessoas, apresentando uma diminuição de 0,8% em relação ao trimestre anterior, o que representa uma perda de 874 mil trabalhadores. Entretanto, em comparação anual, houve um crescimento de 1,5%, o que equivale a 1,5 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho.

Subutilização da Força de Trabalho

Aumento na Taxa de Subutilização

A taxa composta de subutilização, que inclui desocupados, subocupados e desalentados, também apresentou um crescimento, passando de 13,5% para 14,1% no último trimestre. Essa elevação resulta em 16,1 milhões de pessoas em situação de subutilização, o que representa um aumento de 4,4% quando comparado ao período anterior. No entanto, ao longo do ano, o indicador caiu 1,6 ponto percentual, com 1,9 milhão de pessoas a menos nessa condição.

O grupo de desalentos, formado por aqueles que desistiram de buscar emprego, permaneceu em 2,7 milhões de pessoas, mantendo-se estável ao longo do trimestre e apresentando uma diminuição de 14,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Informalidade e Renda

A taxa de informalidade revela uma queda, atingindo 37,5% da população ocupada, em comparação a 38,1% no mesmo trimestre do ano passado. No total, 38,3 milhões de trabalhadores informais estão presentes no país atualmente.

Por outro lado, o rendimento real habitual de todos os trabalhos subiu para R$ 3.679, apresentando um incremento de 2,0% no trimestre e de 5,2% no ano. A massa de rendimento real habitual totalizou R$ 371,1 bilhões, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, mas crescendo 6,9% comparado ao mesmo período de 2025, o que equivale a um acréscimo de R$ 24,1 bilhões.

Fonte: timesbrasil.com.br

Related posts

Bancos do Reino Unido Monitoram Planos de Descentralização

Pão de Açúcar (PCAR3) rebate acusações de preferência a credores em plano de recuperação extrajudicial.

Banco Central da China mantém taxa de juros inalterada

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais