Risco Quântico para o Bitcoin (BTC)
O risco quântico tem gerado preocupações significativas no mercado de criptomoedas nas últimas semanas. Entre as vozes céticas que questionam a urgência da questão e aqueles que preveem um colapso iminente do mundo digital, um grupo de cinco desenvolvedores, sob a liderança do conhecido cypherpunk Jameson Lopp, divulgou uma proposta voltada para a atualização da rede do bitcoin (BTC).
A Proposta de Atualização
Conforme detalhado na publicação, a proposta, nomeada BIP-361 e com o título de Post Quantum Migration and Legacy Signature Sunset, está estruturada em três etapas, com o objetivo de migrar moedas que possuem tipos de saída vulneráveis à computação quântica. Isso inclui a extensa reserva de US$ 74 bilhões em bitcoin, supostamente atribuída a Satoshi Nakamoto. A ideia é fortalecer a rede antes que os computadores quânticos se tornem uma real ameaça.
O rascunho inicial deste projeto foi disponibilizado no GitHub nesta semana, sendo visto como a segunda parte de um plano mais amplo. Os desenvolvedores acreditam que aproximadamente 34% da oferta total de Bitcoin estará sob risco se as moedas não forem transferidas para carteiras que ofereçam segurança contra este tipo de ameaça.
Pesquisadores também alertam que cerca de 1,7 milhão de unidades de BTC estão atualmente armazenadas em endereços do tipo P2PK antigos, os quais são suscetíveis a ataques caso um agente malicioso consiga acesso a hardware quântico avançado. Esse montante representa cerca de US$ 127,5 bilhões com base nas cotações atuais.
Proteção Quântica: Etapas da Proposta
A proposta inclui três fases distintas:
- A Fase A começaria três anos após a ativação da atualização e teria como objetivo restringir o envio de novos BTC para endereços antigos, compelindo os usuários a migrar para endereços que sejam resistentes à computação quântica;
- A Fase B se daria cinco anos após a ativação, momento em que as assinaturas antigas seriam invalidadas, resultando na prática na congelamento de quaisquer fundos ainda presentes em endereços que não sejam seguros;
- A Fase C visaria a implementação de um mecanismo de recuperação baseado em provas de conhecimento zero, destinado a usuários que não conseguiram migrar seus fundos dentro do prazo, mas que ainda consigam comprovar a posse através da recuperação de seed phrases;
É importante destacar que essa proposta imediatamente recebeu críticas de diversos membros da comunidade do Bitcoin. Oposição foi manifestada, com alguns considerando a medida excessivamente autoritária ou confiscatória, alegando que ela contraria a filosofia de adesão voluntária às atualizações da rede.
Fonte: www.moneytimes.com.br

