Destaques de segunda-feira (22): Azul (AZUL4), Copel (CPLE3), Ambipar (AMBP3) e mais

Destaques Corporativos do Dia

No dia 22 de setembro, diversas movimentações no mercado chamaram a atenção. Entre os principais destaques estão a convocação para assembleia da Azul (AZUL4), a conclusão da migração da Copel (CPLE3) para o Novo Mercado da B3 e a aprovação do plano de recuperação judicial pela Ambipar (AMBP3).

A assembleia da Azul e o futuro das ações preferenciais

O conselho de administração da Azul (AZUL4) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária e uma Assembleia Especial para o dia 12 de janeiro de 2026, com o objetivo de discutir a possível extinção de suas ações preferenciais. O plano inclui a conversão de todas as ações preferenciais em ações ordinárias, uma medida que faz parte de uma estratégia de recuperação judicial gestionada nos Estados Unidos sob a proteção do Chapter 11.

A proposta da companhia sugere que cada ação preferencial (AZUL4) seja convertida em 75 ações ordinárias (AZUL3). Segundo comunicado enviado ao mercado, essa proporção foi determinada pela administração, levando em consideração a relação econômica entre os dois tipos de ações.

É importante destacar que a principal diferença entre as ações preferenciais e as ações ordinárias reside nos direitos que conferem aos acionistas. As ações preferenciais garantem a prioridade no recebimento de dividendos, enquanto as ações ordinárias permitem o direito de voto em assembleias. Com essa proposta, a Azul pretende que sua estrutura de capital seja composta unicamente por ações ordinárias.

Para que essa proposta se concretize, é necessária a aprovação de dois grupos de acionistas nas assembleias programadas para a mesma data. Os detentores de ações preferenciais devem concordar com a conversão, e os acionistas de ações ordinárias também devem validar a decisão.

Copel conclui migração para Novo Mercado da B3

A Copel (CPLE3) anunciou na mesma data a finalização de seu processo de migração para o Novo Mercado da B3, que é reconhecido como o segmento com o mais alto padrão de governança corporativa no Brasil.

A partir deste dia, a companhia operará exclusivamente com ações ordinárias, negociadas sob o código CPLE3, que garantem o direito de voto aos acionistas. Segundo a empresa, essa mudança resulta em uma estrutura societária mais simples e alinhada com as melhores práticas do mercado, refletindo seu compromisso com a excelência em governança e a geração de valor no longo prazo.

Ambipar aprova plano de recuperação judicial

Nesta sexta-feira, 19 de setembro, o conselho de administração da Ambipar (AMBP3) aprovou os termos do seu plano de recuperação judicial, que foi protocolado na 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

O plano abrange a Ambipar e suas afiliadas, incluindo a Environmental ESG, estabelecendo as principais medidas para enfrentar a atual situação econômico-financeira do grupo. As empresas informaram que o plano foi elaborado em cooperação com assessores financeiros e jurídicos, focando na preservação das atividades empresariais e no cumprimento da função social da empresa.

Os objetivos do plano incluem garantir a normalidade das operações, garantir a continuidade da prestação de serviços e assegurar a preservação dos postos de trabalho.

Isa Energia anuncia pagamento de Juros sobre Capital Próprio

A Isa Energia Brasil (ISAE4) decidiu, na última sexta-feira, 19 de setembro, efetuar o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) num montante total de R$ 495,3 milhões, conforme aprovação do Conselho de Administração.

O valor total referente ao JCP será de R$ 0,75 por ação, tanto para as ações ordinárias (ISAE3) quanto para as preferenciais (ISAE4), sujeitando-se a uma retenção de 15% de Imposto de Renda na fonte, com exceção para acionistas isentos, imunes ou que possuam tributação diferenciada.

Os pagamentos serão realizados em três parcelas iguais, cada uma approximadamente R$ 165,1 milhões. Em termos unitários, cada parcela corresponderá a cerca de R$ 0,25 por ação em valor bruto, e R$ 0,21 por ação em valor líquido. A primeira parcela terá data-base em 29 de dezembro de 2025, com as ações começando a ser negociadas “ex-direito” em 30 de dezembro, tendo pagamento previsto para 28 de janeiro de 2026.

Greve na Petrobras gera perdas significativas

A greve dos trabalhadores da Petrobras (PETR4), que teve início na segunda-feira, 15 de setembro, provoca uma perda estimada em R$ 200 milhões por dia apenas na área de Exploração e Produção (E&P), de acordo com um levantamento preliminar realizado pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A Petrobras ainda não se manifestou sobre as informações recebidas.

Nos primeiros seis dias de greve, a produção teria apresentado uma queda acumulada estimada em cerca de 300 mil barris de petróleo e gás. Dentro da E&P, a redução financeira é estimada em aproximadamente US$ 18 milhões por dia, valor equivalente a cerca de R$ 100 milhões diários. Para o segmento de refino, as perdas são calculadas em aproximadamente R$ 90 milhões por dia, segundo informações do economista do Dieese, Cloviomar Cararine.

Os dados oficiais sobre a produção, coletados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), são divulgados com uma semana de defasagem. Desde o início da greve, a Petrobras assegura que não há impacto em sua produção de petróleo e derivados.

Raízen discute injeção de capital

A Raízen (RAIZ4) está intensificando as conversações para reforçar sua estrutura de capital, em meio a uma crescente percepção de risco financeiro, evidenciada pela significativa desvalorização de seus títulos de dívida no exterior. As informações foram veiculadas pela Bloomberg.

Fontes próximas às negociações indicam que a Shell e a Cosan (CSAN3), acionistas controladoras da empresa, estão considerando, em colaboração com o BTG Pactual Holding, uma potencial injeção de capital que poderia alcançar R$ 10 bilhões. As discussões também incluem a participação de potenciais investidores terceiros.

Paralelamente, a empresa avança em um plano de desinvestimentos que pode somar em torno de R$ 10 bilhões, incluindo a venda de sua refinaria na Argentina. A combinação entre a venda de ativos e a injeção de capital é vista como crucial para reforçar a saúde financeira da empresa.

WEG anuncia distribuição de dividendos

A WEG (WEGE3) divulgou na tarde do dia 19 de setembro que aprovou a distribuição de R$ 5,2 bilhões em dividendos em uma reunião de seu conselho de administração.

Esse montante corresponde a R$ 1,238495 por ação e será baseado na reserva de lucros acordados até 30 de setembro de 2025. Os proventos serão pagos em três parcelas anuais, todas programadas para agosto, até o ano de 2028, com cada parcela estimada em cerca de R$ 1,732 bilhão. As datas específicas para os pagamentos são as seguintes:

  • 12 de agosto de 2026: R$ 1,732 bilhão ou R$ 0,4128 por ação;
  • 11 de agosto de 2027: R$ 1,732 bilhão ou R$ 0,4128 por ação;
  • 16 de agosto de 2028: R$ 1,732 bilhão ou R$ 0,4128 por ação.

Totvs conclui aquisição de TBDC

A Totvs (TOTS3) anunciou na sexta-feira que finalizou o contrato para aquisição da TBDC Desenvolvimento de Software pelo valor de R$ 80 milhões. De acordo com a Totvs, a TBDC é especializada em soluções voltadas para o agronegócio, abrangendo desde fabricantes de insumos até produtores rurais e consultorias.

O contrato de aquisição prevê um pagamento complementar (“earn-out”), condicionado ao cumprimento de certos critérios, conforme mencionado pela Totvs.

Energisa avança em reorganização societária

A Energisa (ENGI3) comunicou na sexta-feira que aprovou novas etapas para a reorganização societária do grupo, visando simplificar sua estrutura e aumentar a eficiência operacional. Em Assembleia Geral Extraordinária, a Rede Energia, controlada pela Energisa, decidiu pela incorporação da Rede Power Holding Energia.

Essa operação não envolve a troca de ações e não altera o capital social da companhia, mantendo inalterada a participação dos acionistas. Após a conclusão do processo, a Rede Power será extinta, e a Rede Energia assumirá todos os direitos e responsabilidades.

Na mesma assembleia, a Energisa também aprovou um aumento de capital no valor de R$ 2,34 bilhões na Rede Energia, que contempla a emissão de 457,9 milhões de ações ordinárias a um preço de R$ 5,12 por ação.

Marcopolo aprova aumento de capital com bonificação

A Marcopolo (POMO4) anunciou na sexta-feira a aprovação de um aumento de capital, que inclui uma bonificação de 10% em ações, conforme decisão do Conselho de Administração. Essa medida cria um capital social de R$ 3,04 bilhões, transformando R$ 705,7 milhões em reservas.

Ao final desse processo, a Marcopolo terá 1,25 bilhão de ações em circulação, sendo cerca de 451 milhões de ações ordinárias e 799 milhões de ações preferenciais, todas sem valor nominal. O objetivo declarado pela empresa é remunerar os acionistas com novas ações, onde cada acionista receberá uma nova ação para cada dez que possuem atualmente.

BNDESpar indica novo conselheiro para a Tupy

A Tupy (TUPY3), uma multinacional catarinense líder na produção de componentes para o setor automotivo, recebeu do BNDESpar, seu maior acionista, a indicação de José Múcio, atual ministro da Defesa, para ocupar uma posição no conselho de administração da empresa. O ministro substituirá Marcio Bernardo Spata, funcionário de carreira do BNDES que renunciou ao cargo.

Além disso, a BNDESpar indicou Tiago Cesar dos Santos, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social, para compor o conselho fiscal da companhia. O BNDESpar detém 30,7% do capital da Tupy, seguido pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com 27%, e pela gestora Trígono, que possui 9,9% do capital.

A Tupy está se posicionando para se tornar uma das principais empresas brasileiras voltadas para a transição energética, com um dos principais projetos sendo a construção de plantas para a produção de biometano e fertilizante organomineral a partir de dejetos de aves e suínos. Essa é uma iniciativa percebida como tendo potencial para dobrar o tamanho da companhia nos próximos anos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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