Destaques de terça-feira (16): Itaúsa (ITSA4), Cosan (CSAN3), Raízen (RAIZ4) e mais

Destaques Corporativos do Dia

A bonificação da Itaúsa (ITSA4), a venda de parte da Rumo pela Cosan (CSAN3) e o rebaixamento da nota de crédito da Raízen (RAIZ4) pela S&P Global figuram entre os principais acontecimentos do mercado nesta terça-feira, 16 de outubro.

Itaúsa (ITSA4) Anuncia Bonificação aos Acionistas

A Itaúsa (ITSA4) comunicou que irá bonificar seus acionistas na proporção de duas ações novas para cada 100 ações já existentes. Esta decisão foi divulgada em um documento enviado ao mercado na segunda-feira, 15 de outubro. O anúncio da bonificação ocorre após a empresa ter elevado seu capital social subscrito e integralizado, passando de R$ 81.189 milhões para R$ 83.689 milhões.

Para ter direito ao bônus, os acionistas devem manter suas ações até o dia 18 de dezembro de 2025. A partir de 19 de dezembro, as ações serão negociadas “ex” direito à bonificação. As ações bonificadas serão creditadas nas contas dos acionistas no dia 23 de dezembro de 2025.

Cosan (CSAN3) Realiza Vendas e Mantém Exposição na Rumo (RAIL3)

A Rumo (RAIL3) informou ao mercado na segunda-feira, 15 de outubro, sobre uma comunicação da Cosan (CSAN3) envolvendo a venda de parte de suas ações. A Cosan alienou aproximadamente 4,98% do capital social total da Rumo. Além da venda das ações, a Cosan utilizou instrumentos financeiros derivativos do tipo total return swap, que asseguram a exposição econômica correspondente aos papéis vendidos. Esta operação integra sua estratégia de gestão de liquidez e caixa.

A Cosan destacou que essa transação não altera seus direitos políticos e econômicos na Rumo, e não foram celebrados contratos ou acordos que regulem o exercício de direitos de voto ou a compra e venda de valores mobiliários da Rumo além dos instrumentos relacionados à operação em questão. Após a realização da transação, a Cosan passou a deter diretamente 470.029.490 ações da Rumo, o que representa 25,29% do capital social total da companhia ferroviária.

Raízen (RAIZ4) Sofre Rebaixamento de Classificação pela S&P Global

A agência classificadora de risco S&P Global decidiu rebaixar a classificação de crédito da Raízen (RAIZ4) de ‘BBB’ para ‘BBB-‘, em razão do atraso nas perspectivas de desalavancagem da companhia. O rating segue com perspectiva negativa, refletindo as dificuldades enfrentadas pela empresa para reduzir sua alavancagem em meio a uma significativa dívida nominal e queima de caixa.

A alavancagem da Raízen, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), chegou a 5,2 vezes nos 12 meses que se encerraram em 30 de setembro de 2025. A expectativa da S&P é que esse índice permaneça entre 4,5 e 5 vezes até o fim dos anos fiscais de 2026 e 2027, caso não haja entradas de caixa não recorrentes substanciais. Geralmente, um número mais elevado nesse indicador indica um risco de crédito maior para a companhia.

Fitch Rebaixa Nota de Crédito da Hapvida (HAPV3)

A Fitch rebaixou a nota de crédito da Hapvida (HAPV3) de ‘AAA(bra)’ para ‘AA+(bra)’ com perspectiva estável, conforme relatório divulgado na segunda-feira, 15 de outubro. A ação reflete a redução na geração operacional de caixa e margens inferiores, que resultaram em desempenho aquém das expectativas da agência, especialmente no terceiro trimestre.

No intervalo entre julho e setembro, a Hapvida registrou lucro líquido de R$ 338 milhões, um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas seu Ebitda ajustado caiu 2,1%, totalizando R$ 746,4 milhões. O fluxo de caixa livre apresentou uma queima de R$ 51,9 milhões, pressionado pelo desempenho do Ebitda, e a receita líquida alcançou R$ 7,8 bilhões, registrando crescimento de 6%.

A Fitch projeta que a performance operacional da Hapvida permanecerá abaixo do esperado até 2026, o que pode pressionar ainda mais a estrutura de capital da empresa. A expectativa é que a alavancagem financeira líquida supere 2,5 vezes em 2025 e 2026, e que o fluxo de caixa livre será negativo em 2026.

Petz (PETZ3) e Cobasi Anunciam Fusão

A fusão entre as empresas do setor de animais de estimação Petz (PETZ3) e Cobasi está programada para ser concluída em 2 de janeiro de 2026. A informação foi divulgada em um fato relevante emitido em conjunto pelas companhias. Este processo de fusão ocorrerá através de uma reorganização societária, na qual a Petz se tornará uma subsidiária integral da Cobasi e as bases acionárias entre as empresas serão unificadas.

As empresas detalharam que, na data prevista para fechamento da fusão, haverá diversas etapas, todas previamente aprovadas em assembleias. Entre essas etapas incluem-se o aumento do capital social da subsidiária Cobasi Investimentos, a incorporação total das ações da Petz por esta subsidiária, o resgate de ações preferenciais e a incorporação de Cobasi Investimentos pela Cobasi.

Gerdau (GOAU4) Anuncia Aumento de Capital e Bonificação

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciou um aumento de seu capital social em R$ 2.749.128.981,28, alcançando um total de R$ 10.997.340.746,29. O comunicado informando essa ação foi feito na noite de segunda-feira, 15 de outubro. O aumento de capital foi decidido para contemplar o excesso de reservas de lucros em relação ao capital social, com base nos dados de 30 de setembro de 2025.

Além disso, a Gerdau também irá bonificar seus acionistas na proporção de 0,3333 nova ação para cada ação da mesma espécie que estiver em posse dos acionistas até o dia 18 de dezembro de 2025. O custo atribuído às ações bonificadas foi estabelecido em R$ 8,30 por ação, proporcionando benefícios fiscais aos acionistas.

IRB (IRBR3) Aprova Programa de Recompra de Ações

O IRB-Brasil (IRBR3) divulgou que seu Conselho de Administração aprovou, durante reunião realizada na segunda-feira, 15 de outubro, um programa de recompra de ações de sua própria emissão. A empresa poderá comprar até 4,09 milhões de ações ordinárias, o que corresponde a 5% do total atualmente em circulação, que somam 81,8 milhões de papéis.

De acordo com o IRB, o objetivo da recompra é manter os papéis em tesouraria para a posterior entrega aos beneficiários de planos de incentivos de longo prazo vinculados a ações, os quais foram aprovados em assembleia realizada em 3 de novembro de 2025. Não está prevista a redução do capital social. O programa terá um prazo de durabilidade de 18 meses, com início em 16 de dezembro de 2025 e término em 16 de maio de 2027, e as operações serão realizadas na bolsa, com intermediação do BTG Pactual.

BTG Pactual (BPAC11) Anuncia Juros sobre Capital Próprio

O banco BTG Pactual (BPAC11) anunciou nesta segunda-feira, 15 de outubro, que seu Conselho de Administração aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas. O valor bruto será de R$ 0,17 por ação ordinária ou preferencial, o que equivale a R$ 0,14 líquidos após a retenção de 15% de Imposto de Renda. Para as units BPAC11, o JCP será no montante de R$ 0,50 por unit, resultando em um valor líquido de R$ 0,42.

Os acionistas que possuírem ações até o final do pregão de 18 de dezembro de 2025 terão direito a esses proventos. As ações e units passarão a ser negociadas “ex-direitos” a partir de 19 de dezembro. O pagamento está previsto para ocorrer em 13 de fevereiro de 2026, e os valores serão creditados automaticamente aos acionistas que possuírem dados bancários atualizados junto à escrituradora. Proventos referentes a papéis mantidos na B3 serão repassados pelas corretoras.

Rede D’or (RDOR3) Aprova Recompra de Ações

A Rede D’or São Luiz (RDOR3) aprovou um novo programa de recompra de até 20 milhões de ações, com um limite financeiro de R$ 1 bilhão, na segunda-feira, 15 de outubro. O plano terá uma duração de 12 meses, compreendendo o período entre 16 de dezembro de 2025 e 15 de dezembro de 2026, visando a aquisição de ações para manutenção em tesouraria, o que poderá resultar em cancelamento ou alienação posterior.

As operações serão intermediadas por Bradesco, BTG Pactual e Itaú, e ocorrerão com recursos de reservas de lucro e de capital disponíveis, seguindo as normativas da CVM. O total de ações em tesouraria, somando as novas recompras, deverá respeitar o limite de menos de 10% do total das ações em circulação.

Klabin (KBLN11) Recebe Aportes Adicionais para o Projeto Plateau

A Klabin (KBLN11) comunicou que concluiu o recebimento de aportes adicionais nas suas sociedades de propósito específico (SPE) do projeto de gestão de ativos florestais Plateau, no valor total de R$ 1,2 bilhão. Esta fase marca o encerramento do recebimento dos aportes para o projeto, totalizando R$ 2,7 bilhões durante o ano de 2025, conforme informações já divulgadas anteriormente.

O projeto Plateau foi anunciado pela Klabin em outubro de 2025, quando a empresa formalizou quatro acordos para o investimento em SPEs sob seu controle, visando a exploração de ativos florestais excedentes em estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. No Paraná, a SPE irá destinar 15 mil hectares de terras produtivas para o projeto.

Blau Farmacêutica (BLAU3) Aprovou Dividendos Intermediários

A Blau Farmacêutica (BLAU3) divulgou a aprovação da distribuição de R$ 100 milhões em dividendos intermediários, conforme deliberação do Conselho de Administração realizada em 15 de outubro. Os proventos têm como base as reservas de lucros disponíveis em 31 de dezembro de 2024. Considerando as ações em tesouraria, o valor bruto por ação será de R$ 0,562.

Os acionistas que estiverem registrados na base da companhia em 18 de dezembro de 2025 terão direito ao recebimento. A partir de 19 de dezembro, as ações começam a ser negociadas na condição de ex-dividendos. O pagamento dos dividendos será efetuado no prazo de até três anos, a contar da data de declaração, o que significa que será realizado até 15 de dezembro de 2028, sem atualização monetária ou juros entre a data da declaração e o efetivo pagamento.

LOG CP (LOGG3) Anuncia Distribuição de Dividendos

A LOG CP (LOGG3) anunciou a distribuição de dividendos intermediários no total de R$ 278,5 milhões, conforme comunicado da companhia na noite de 15 de outubro. O pagamento será realizado no dia 29 de dezembro de 2025, considerando a posição acionária de 18 de dezembro de 2025. As ações estarão disponíveis na modalidade “ex” proventos a partir de 19 de dezembro.

O valor total considera uma posição de 87,3 milhões de ações, excluindo as que estão em tesouraria, resultando em um valor por ação de R$ 3,18. Contudo, este valor poderá ser alterado em razão de possíveis modificações no número de ações em circulação.

Vivara (VIVA3), Boa Safra (SOJA3), Allied (ALLD3) e Odontoprev (ODPV3) Anunciam Proventos

As empresas Vivara (VIVA3), Boa Safra (SOJA3), Allied (ALLD3) e Odontoprev (ODPV3) divulgaram novas deliberações sobre a distribuição de proventos relacionados a dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP). Esses anúncios surgem em meio a uma tendência observada no mercado em que várias empresas estão antecipando a distribuição de proventos para evitar uma nova tributação sobre dividendos.

*Com informações da Reuters

Fonte: www.moneytimes.com.br

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