Dificilmente é possível imaginar eleições democráticas totalmente livres e justas na Venezuela alinhadas aos EUA, afirma presidente da Eurasia.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros durante a segunda rodada do que foi denominado ‘tarifaço’.

Intervenção na Venezuela

Para Ian Bremmer, presidente e fundador da consultoria de risco global Eurasia, é “difícil” imaginar que eleições democráticas sejam realizadas “totalmente livres e justas” na Venezuela, pelo menos no curto prazo, após a intervenção dos Estados Unidos no país.

Estrondo Militar

Na madrugada do dia 3, os Estados Unidos realizaram um ataque à Venezuela e capturaram seu presidente, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores. A ação militar foi confirmada por Donald Trump na manhã seguinte, após meses de tensões, onde as duas nações trocavam acusações de tráfico de drogas e da ilegitimidade do governo venezuelano.

No início da tarde de sábado, Trump declarou que as forças militares americanas permanecerão em território venezuelano por tempo indeterminado, com a intenção de “comandar o país” até que uma transição política seja estabelecida.

Objetivos do Governo Trump

Em uma postagem na rede social X, Bremmer destacou que o objetivo do governo Trump é destituir Maduro e formalizar um acordo com um novo regime “estável e flexível”.

“Os Estados Unidos já alcançaram o primeiro objetivo, que é a destituição de Maduro. O segundo, que envolve a criação de um novo governo, é plausível. Contudo, é difícil imaginar que eleições democráticas totalmente livres e justas possam acontecer em alinhamento com esse objetivo, pelo menos a curto prazo,” afirmou o CEO da Eurasia.

Considerações Sobre os Militares

Bremmer observou que os militares venezuelanos não teriam apoiado Trump na deposição de Maduro caso acreditassem que os Estados Unidos entregariam o país à oposição.

“O que vale para seus inimigos hoje pode valer para você amanhã. Essa realidade é perigosa”, alertou. “Maduro parece compreender isso de forma mais clara hoje.”

Reflexões Finais

O especialista também mencionou a “lei da selva” como um aspecto preocupante da situação, destacando que o jogo político pode mudar rapidamente e que as dinâmicas de poder têm consequências inesperadas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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