Disney supera lucro, mas não atinge receita e reafirma previsão para 2026.

Disney supera lucro, mas não atinge receita e reafirma previsão para 2026.

by Ricardo Almeida
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Resultados Financeiros da Disney

A Disney (NYSE: DIS) apresentou seus resultados referentes ao quarto trimestre fiscal, que superaram as expectativas do mercado em termos de lucro, mas não em receita. O lucro por ação ajustado alcançou US$ 1,11, superando a projeção de Wall Street de US$ 1,05. Em contrapartida, a receita total foi de US$ 22,46 bilhões, abaixo da expectativa de US$ 22,75 bilhões.

No pré-mercado de quinta-feira, 13 de novembro de 2025, as ações da empresa caíram mais de 4%. A Disney também é negociada na B3 por meio de BDR sob o código BOV: DISB34.

O lucro líquido da empresa foi de US$ 1,44 bilhão, o que corresponde a US$ 0,73 por ação, mais que o dobro do registrado no ano anterior, que foi de US$ 564 milhões ou US$ 0,25 por ação. A receita total manteve-se estabilizada em relação ao ano de 2024. A companhia afirmou que encerrou o ano com um “impulso”, ressaltando que as áreas de streaming e a divisão de experiências estão se consolidando como pilares essenciais de seu negócio.

Desempenho por Segmento

No segmento de Entretenimento, houve uma queda de 6% na receita, que totalizou US$ 10,21 bilhões. Essa desvalorização é atribuída a um desempenho fraco das redes lineares e das bilheteiras. O lucro operacional neste segmento caiu 35%, alcançando US$ 691 milhões, refletindo uma base de comparação desafiadora frente aos sucessos cinematográficos do ano anterior.

A TV linear continua enfrentando dificuldades. O lucro operacional das redes registrou uma queda de 21%, totalizando US$ 391 milhões. Essa queda é resultado de uma diminuição na audiência, uma redução na publicidade política que impactou em US$ 40 milhões, e os desafios resultantes da joint venture da Hotstar na Índia. Adicionalmente, a competição com o YouTube TV, que começou em 31 de outubro, continua a afetar o desempenho, e as negociações nesse sentido estão em andamento.

Resultados do Streaming

O streaming foi o principal destaque da empresa no último trimestre. A receita da divisão DTC (Direct-to-Consumer) subiu 8%, e o lucro operacional cresceu 39% para US$ 352 milhões, sustentado pelo aumento de preços e pela ampliação da base de assinantes. Metade do crescimento de assinantes foi gerado por um acordo de distribuição com a Charter, enquanto a outra metade foi referida ao varejo, com robusto crescimento internacional.

Durante o trimestre, o Disney+ conquistou 3,8 milhões de novos assinantes, totalizando 131,6 milhões. O Hulu teve 64,1 milhões de assinantes, somando 196 milhões de assinaturas entre os dois serviços. A empresa anunciou que integrará o Hulu ao aplicativo Disney+ e, a partir do próximo trimestre, passará a não divulgar mais o número de assinantes e o ARPU (Average Revenue Per User).

Desempenho da ESPN

A ESPN reportou uma receita de aproximadamente US$ 4 bilhões, representando um crescimento de 3%, mantendo o lucro operacional estável em US$ 898 milhões. Nos Estados Unidos, a receita caiu 3% devido a custos superiores com marketing e programação associados ao lançamento do aplicativo direto ao consumidor em agosto, mesmo com uma melhoria na publicidade e na afiliação.

A presença da ESPN via streaming contribuiu para a redução do churn e aumento do engajamento, sendo favorecida pelos pacotes da Disney. Segundo a companhia, 80% das novas assinaturas de varejo da ESPN vieram através de bundles, uma dinâmica que favorece a retenção e o valor a longo prazo para o ecossistema Disney+ e Hulu.

Experiências e Parques

No segmento de Experiências, que engloba parques, resorts, cruzeiros e produtos, a receita foi de US$ 8,77 bilhões, uma alta de 6%, e o lucro operacional foi um recorde, alcançando US$ 1,88 bilhão, um aumento de 13%. As reservas avançaram 3% e o gastos por visitante aumentaram 5% no primeiro trimestre fiscal. Os cruzeiros continuam a se esgotar em um ritmo similar ao que se observava antes da expansão da frota.

Desempenho Anual

No consolidado do ano fiscal, a Disney viu uma receita crescer 3%, totalizando US$ 94,4 bilhões. O lucro segmentado alcançou US$ 17,6 bilhões, uma alta de 12%. O caixa proveniente das operações atingiu US$ 18,1 bilhões, um crescimento de 30%, enquanto o fluxo de caixa livre foi de US$ 10,1 bilhões, refletindo um aumento de 18%, apesar de um aumento nos investimentos em capital relacionados a novos navios e atrações.

Perspectivas Finais

Para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, a Disney antecipou um lucro operacional próximo a US$ 375 milhões na divisão DTC SVOD. Comparações referentes ao calendário de estreias nos cinemas devem resultar em uma redução do lucro do setor de Entretenimento em torno de US$ 400 milhões, enquanto uma diminuição na publicidade política prevê um impacto adverso de US$ 140 milhões.

No ato relacionado aos cruzeiros, a empresa estima que haverá despesas de pré-abertura de US$ 90 milhões e US$ 60 milhões em custos de docagem a seco no primeiro trimestre.

Em 2026, a companhia espera um crescimento do lucro ajustado por ação na faixa de dois dígitos, um capex de US$ 9 bilhões, um investimento de US$ 24 bilhões em conteúdo, e um plano de recompra de US$ 7 bilhões. O conselho declarou um dividendo em dinheiro de US$ 1,50 por ação, que será pago em duas parcelas de US$ 0,75, sendo uma em 15 de janeiro e outra em 22 de julho. Além disso, a Disney projeta um crescimento de um dígito alto no lucro de Experiências para 2026, com custos de pré-abertura estimados em US$ 160 milhões e um total de US$ 120 milhões em docagens.

Este trimestre demonstrou um mix de resultados: enquanto a TV linear e o cinema enfrentam pressão, o streaming e as Experiências mostraram um avanço consistente. A Disney emitiu uma projeção de expansão de lucros para o ano de 2026, com ênfase no segundo semestre.

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Fonte: br.-.com

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