Dívida Pública Federal Cresce 2,66% em Maio e Ultrapassa R$ 9 Trilhões – Times Brasil

Dívida Pública Federal ultrapassa R$ 9 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) superou a marca de R$ 9 trilhões em maio, apresentando um crescimento de 2,66% em comparação com abril. Os dados foram divulgados na última sexta-feira, dia 26, pelo Tesouro Nacional. O estoque da dívida subiu de R$ 8,798 trilhões para R$ 9,033 trilhões.

Fatores que influenciaram o aumento da dívida

O aumento da dívida foi impulsionado por uma combinação de R$ 134,46 bilhões em emissões líquidas de títulos públicos, além de R$ 99,94 bilhões decorrentes da incorporação de juros ao estoque da dívida.

Composição da dívida

A dívida interna foi responsável pela maior parte do aumento. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 2,72%, alcançando R$ 8,692 trilhões. Em contraste, a dívida externa apresentou um crescimento de 1,37%, totalizando R$ 340,49 bilhões.

Estrutura da carteira da dívida

Na composição da carteira, os títulos indexados à Selic passaram a representar 48,99% do total da dívida, mantendo-se dentro da faixa prevista pelo Plano Anual de Financiamento (PAF). Os títulos prefixados atingiram 21% da dívida, enquanto os papéis atrelados à inflação tiveram uma redução, caindo para 26,26%. Os papéis cambiais, por sua vez, representaram 3,75% do estoque total.

Vencimentos e custos da dívida

O percentual da dívida com vencimento em até 12 meses subiu para 20,26%, uma elevação em relação a 18,99% em abril. Ao mesmo tempo, observou-se uma leve queda no prazo médio da dívida, que passou de 4,12 anos para 4,07 anos. O custo médio acumulado em 12 meses também aumentou, passando de 12,22% para 12,31% ao ano.

Participação dos investidores

Entre os investidores, a participação dos estrangeiros na dívida interna diminuiu de 10,38% para 10,14%. As instituições financeiras continuaram a ser os principais detentores dos títulos públicos, possuindo 31,54% do estoque.

Reserva de liquidez

O Tesouro Nacional informou ainda que o colchão de liquidez — reserva destinada a garantir o pagamento dos vencimentos da dívida — cresceu 10,9% no mês, atingindo R$ 1,211 trilhão. Esse montante é suficiente para cobrir 9,14 meses de vencimentos, superando o mínimo prudencial de três meses adotado pelo órgão.

Fonte: timesbrasil.com.br

Related posts

Consignado CLT: Governo Autoriza Uso do FGTS e Verbas Rescisórias como Garantia

Renda Fixa Continua Atraente Apesar da Redução de Juros, Afirma Especialista

Jaques Wagner reconhece vínculo com ex-sócio do Banco Master e classifica operação da PF como “patacoada” – Times Brasil

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais