Dívida pública federal recua 2,34% em março, mas despesas aumentam diante das incertezas do conflito no Irã

Dívida Pública Federal do Brasil em Março

A dívida pública federal do Brasil registrou uma redução de 2,34% em março em comparação ao mês anterior, totalizando R$ 8,633 trilhões, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira, dia 27. Esse movimento ocorreu em um mês caracterizado por um aumento nos custos associados à rolagem e emissão do endividamento governamental.

Detalhes da Dívida Pública

No referido período, a dívida pública mobiliária interna observou uma diminuição de 2,46%, alcançando R$ 8,302 trilhões. Por outro lado, a dívida pública federal externa apresentou um crescimento de 0,61%, atingindo a marca de R$ 331,6 bilhões.

Um dos principais fatores que contribuíram para a redução da dívida pública no mês de março foi o resgate líquido de títulos, que somou R$ 302,3 bilhões. Esse valor foi apenas parcialmente compensado pela incorporação de juros, que totalizou R$ 93,0 bilhões na dívida interna.

Tensões Geopolíticas e Impactos no Mercado

O Tesouro Nacional destacou que o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio ao longo de março elevou a aversão ao risco nos mercados financeiros. Além disso, a alta nos preços do petróleo “reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados nas principais economias”, refletindo na elevação dos juros futuros no Brasil.

Custo Médio da Dívida

Conforme as informações apresentadas pela pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal, acumulado ao longo de 12 meses, teve um aumento no mês passado, passando de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano em março.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna também subiu, passando de 13,76% ao ano em fevereiro para 13,92% em março.

Perfil de Vencimentos da Dívida

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,00 anos em fevereiro para 4,10 anos em março.

Reserva de Liquidez

A reserva de liquidez, que atua como um colchão de recursos para a gestão da dívida pública, foi reduzida de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões em março, representando uma queda nominal de 25,7%. Esse montante é suficiente para cobrir 5,69 meses de vencimentos de títulos, em comparação aos 6,41 meses registrados no mês anterior.

Perspectivas para Abril

Em relação ao mês de abril, o Tesouro Nacional mencionou que as perspectivas de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã contribuíram para a diminuição da aversão ao risco, resultando em uma recuperação nos mercados emergentes e uma queda na curva de juros brasileira, mesmo diante de um cenário marcado por alta volatilidade.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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