Restabelecimento da Imagem de Donald Trump nos Arquivos de Jeffrey Epstein
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no último domingo, restaurou online uma foto dos arquivos de Jeffrey Epstein que continha imagens do ex-presidente Donald Trump, após uma repercussão negativa pela sua remoção anterior.
Remoção Inicial da Imagem
A imagem, que continha duas fotos separadas de Trump, foi retirada do visual público pelo DOJ após ser publicada no site do departamento na sexta-feira. Esta imagem mostrava diversos itens na mesa ou credenza de Epstein. Uma das fotos exibia Trump acompanhado de um grupo de mulheres, enquanto a outra era uma imagem conhecida, na qual Trump aparece com sua esposa, Melania, Epstein e Ghislaine Maxwell, que atualmente cumpre pena por crimes relacionados ao tráfico sexual.
Posicionamento do Departamento de Justiça
O DOJ explicou em uma postagem na rede social X que, "o Distrito Sul de Nova York sinalizou uma imagem do presidente Trump para possíveis ações adicionais visando proteger as vítimas". Ainda destacaram que, "em um esforço de precaução, o Departamento de Justiça removeu temporariamente a imagem para uma revisão mais aprofundada. Após essa análise, foi determinado que não há evidências de que qualquer vítima de Epstein esteja retratada na fotografia, e esta foi republicada sem qualquer alteração ou censura".
Contexto do Distrito Sul de Nova York
O Departamento de Justiça não especificou o que quis dizer com "Distrito Sul de Nova York". O termo pode se referir tanto ao distrito judicial federal que abrange Manhattan, quanto ao Escritório do Procurador dos EUA nessa região, responsável pela acusação de casos criminais federais.
Reações dos Democratas no Congresso
No sábado, membros do Congresso do partido democrata questionaram a remoção da foto. "Esta foto, arquivo 468, dos arquivos de Epstein que inclui Donald Trump aparentemente foi removida da divulgação do DOJ", afirmaram os democratas do Comitê de Supervisão da Câmara em uma publicação no X. "É verdade, @AGPamBondi? O que mais está sendo encoberto? Precisamos de transparência para o público americano".
Declarações do Vice-Procurador Geral
Em declarações feitas no domingo, o vice-procurador geral Todd Blanche informou que a imagem foi retirada do site após a equipe do DOJ ter conhecimento de preocupações relacionadas às mulheres presentes na foto, "portanto, decidimos remover a imagem". Blanche enfatizou: "Não tem relação com o presidente Trump", durante uma participação no programa "Meet the Press" da NBC.
Obligações de Transparência e Prazo Não Cumprido
A retirada da imagem ocorreu mesmo após a promulgação de uma lei assinada por Trump, que exigia que a agência tornasse públicas todas as chamadas "pastas Epstein" até sexta-feira. A imagem foi disponibilizada no site do DOJ na sexta-feira, mas desapareceu da página algumas horas depois. A fotografia em questão mostrava uma coleção de fotos emolduradas e não emolduradas, que incluía Trump e outros indivíduos de alto perfil, como o ex-presidente Bill Clinton e o Papa João Paulo II.
Todd Blanche comentou: "Quando somos alertados por grupos de direitos das vítimas sobre esse tipo de fotografia, a removemos e investigamos".
Decisões Judiciais Recorrentes
Ainda este mês, o juiz Richard Berman, do SDNY, ordenou a liberação de materiais de um grande júri relacionados ao processo do DOJ contra Epstein em 2019, envolvendo acusações de tráfico sexual infantil. Esta ordem incluía uma disposição para que o DOJ abordasse as preocupações dos sobreviventes sobre o conteúdo dos arquivos.
Na sexta-feira, o DOJ divulgou apenas uma fração dos documentos e imagens do caso Epstein, apesar de a nova Lei de Transparência dos Arquivos Epstein exigir a liberação de todos os arquivos do DOJ relacionados a ele e Ghislaine Maxwell até essa data. O fracasso do DOJ em liberar todo o material até o prazo estabelecido gerou críticas severas tanto de democratas quanto de republicanos.
Críticas e Preocupações de Vítimas
Adicionalmente, várias vítimas de Epstein criticaram o DOJ por supostamente não mantê-las informadas sobre o conteúdo da divulgação feita na sexta-feira — uma ação que, segundo alguns sobreviventes, poderia tê-los colocado em perigo, conforme noticiado por diversas fontes.
O deputado Thomas Massie, do Kentucky — co-patrocinador junto com Ro Khanna, da Califórnia, do projeto de lei da Câmara que ordenou ao DOJ a liberação dos arquivos de Epstein — ameaçou responsabilizar os oficiais do Departamento de Justiça pela forma como a divulgação dos arquivos foi gerida.
Considerações sobre a Responsabilização
Em uma entrevista no domingo ao programa "Face the Nation" da CBS, Massie afirmo que alguns legisladores estão considerando a possibilidade de acusar a Procuradora Geral Pam Bondi de desacato. "A forma mais rápida e eficaz de obter justiça para essas vítimas, é instaurar um desacato inerente contra Pam Bondi", declarou Massie.
Fonte: www.cnbc.com


