Dólar acumula segunda queda consecutiva e encerra a R$ 5,15 com possível resolução do conflito no Irã em vista.

Dólar registra queda em dia de otimismo no mercado

O dólar encerrou sua segunda sessão consecutiva de perdas, refletindo uma melhora no apetite ao risco no cenário externo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar a possibilidade de um fim para o conflito no Irã nos próximos dias.

Desempenho da moeda

Na terça-feira, dia 10, o dólar à vista (USDBRL) fechou a R$ 5,1575, registrando uma queda de 0,13% em relação ao dia anterior.

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O movimento de desvalorização do dólar acompanhou o comportamento da moeda no mercado internacional. Por volta das 17h, no horário de Brasília, o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, operava com uma baixa de 0,26%, cotado a 98,915 pontos.

Fatores que influenciaram a cotação do dólar

A expectativa de um possível cessar-fogo no Irã contribuiu para aumentar o apetite ao risco entre os investidores, resultando na continuidade da queda do dólar, que é considerado um ativo de proteção.

Nesta terça-feira, Trump mencionou que está aberto a negociações com o Irã, dependendo das condições. A declaração foi dada durante uma entrevista à Fox News. Ao ser questionado sobre a possibilidade de diálogo com os líderes iranianos, Trump afirmou que há indícios de que Teerã deseja conversar: “Estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos já havia comentado que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Como reação às declarações de Trump, os preços do petróleo Brent, referência no mercado global, caíram mais de 10% durante o pregão, voltando a operar abaixo de US$ 90 por barril.

Comentários de especialistas

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, “a sinalização [de Trump] propiciou uma forte correção nos preços do petróleo, o que ajudou a reduzir os temores de um choque energético prolongado e de pressões inflacionárias globais. Com isso, a demanda defensiva por dólar perdeu força”.

Além disso, no Brasil, a valorização do real foi impulsionada pela entrada de fluxo de capital estrangeiro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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