Dólar alcança R$ 5,38 devido a tensões geopolíticas.

Dólar alcança R$ 5,38 devido a tensões geopolíticas.

by Ricardo Almeida
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Fortalecimento do Dólar Frente ao Real

O dólar apresentou um fortalecimento em relação ao real, influenciado por novas ameaças tarifárias emitidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esse cenário gerou um movimento de saída de capital proveniente de Wall Street.

Nesta terça-feira, dia 20, o dólar à vista (USDBRL) finalizou sua sessão cotado a R$ 5,3805, com uma alta de 0,31%.

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Esse movimento no mercado cambial se distanciou da tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, índice que compara o dólar com uma cesta de seis moedas internacionais, como o euro e a libra, estava apresentando uma queda de 0,78%, contabilizando 98.618 pontos.

Fatores que Influenciaram o Dólar

As novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump provocaram uma injeção de cautela nos mercados, alimentando temores de uma escalada nas tensões geopolíticas. O contexto da disputa pela Groenlândia continua a ser um fator relevante na situação atual.

Trump ameaçou implementar tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, num esforço para persuadir o presidente francês Emmanuel Macron a apoiar sua proposta do “Conselho de Paz”, que visa resolver conflitos internacionais.

Adicionalmente, o presidente dos EUA já havia informado sobre uma nova rodada de tarifas direcionadas a países que compõem a União Europeia. No último sábado, dia 17, Trump anunciou que iria adicionar taxas de importação a aliados europeus que são contrários à proposta de anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos.

Em uma publicação em sua plataforma Truth Social, Trump declarou que tarifas adicionais de importação de 10% entrarão em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – países que já enfrentavam tarifas impostas anteriormente.

Essas alíquotas devem aumentar para 25% em 1º de junho e continuarão até que um acordo seja alcançado a respeito da compra da Groenlândia pelos Estados Unidos.

Na terça-feira, dia 20, Trump reafirmou sua política tarifária. Em uma coletiva de imprensa sobre o balanço do primeiro ano de seu segundo mandato, o presidente afirmou que os Estados Unidos não enfrentariam déficit comercial no próximo ano, “graças” às tarifas, insistindo que essas taxas não geram inflação no país. Ele declarou: “Acabamos com a estagflação do governo Biden.”

Adicionalmente, Trump comentou sobre a audiência da Suprema Corte, que discutirá a legalidade das tarifas, marcada para o dia seguinte, 21. Ele destacou que seu governo “encontrará uma forma” de reintroduzir as taxas comerciais, se necessário.

Durante a coletiva, Trump também mencionou que as companhias petrolíferas norte-americanas estão planejando um “investimento massivo” na Venezuela. O presidente relatou que tem mantido diálogos com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, a respeito do envolvimento dela no país.

“Eu costumava ser extremamente contra a Venezuela, mas agora estou admirando a Venezuela. Eles têm colaborado conosco de forma muito positiva. Tem sido uma experiência muito boa”, declarou Trump. “E uma mulher incrivelmente admirável realizou uma ação notável, como todos sabem, há poucos dias. Estamos dialogando com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma maneira. Eu adoraria fazer isso, María, talvez consigamos.”

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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